Ironman Brasil 2011

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

30 Anos de Triathlon no Brasil



Para quem não viu, sugiro que se esforce para assistir ao programa sobre os 30 anos de triathlon no Brasil, o qual foi exibido pelo canal Sportv.

Para ajudar a galera, aí vai o link para assistir a íntegra do programa.

30 ANOS DE TRIATHLON NO BRASIL.

Divirtam-se!!! E aprendam um pouco mais sobre este esporte maravilhoso!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ironman Brasil



Duas semanas afastado do blog, mas não sem vontade de trazer notícias. É que foi a última semana de preparação para o Ironman Brasil 2012, e, apesar de eu não particpar, vi todo o treinamento de alguns amigos, inclusive do Red Team.

Acompanhar a prova à distância, esperando notícias via telefone e internet é um exercício de paciência. A torcida pelo amigos é grande, e nos deixa bem ansiosos. Mas a rede de informações que se formou foi muito legal. As notícias chegavam via Facebook, Whatsapp, etc. Deu para acompanhar à contento.

Os resultados dos cearenses foram realmente expressivos, e deixa clara a evolução, de um modo geral, da performance do triatleta cearense. Há de ser dado destaque a alguns nomes. Como não posso elencar todos aqui, elegi 04 (quatro) amigos que realmente merecem a menção. São eles:

Rafael Arias, o Tobinha

O garoto "destruiu" em Floripa com o tempo de 9:31h. Ficou em 3º da categoria e, pasmem, um absurdo 46º geral. Infelizmente, Tobinha não conseguiu a vaga para Kona, visto que sua categoria só qualifica um atleta para o Mundial no Havaí. Sonho adiado. Repito, ADIADO! Não tenho dúvidas de que ele conseguirá esta vaga.

Rommel (Doctor Jekyll and Mr. Hyde)

Apesar de não ser mais uma surpresa, pois o Dr. sempre demonstra excelente performance, Rommel conseguiu baixar ainda mais seu tempo em Ironman. Mandou em 9:47h. Dizem que a diferença entre os campeões e os reles mortais é a vontade desmedida pela vitória, não importando o sacrifício que tenha que ser feito. E esta caracterísctica, ao meu ver, está presente na personalidade do Dr.

Marcelo, "Seu" Polícia

Foi outro que fez seu tempo anterior despencar. Salvo engano, a redução foi de pouco mais de uma hora. Chegou no pórtico final com 10:11h. Que evolução!!

Pedro Vasconcelos, o Mentirinha

Este foi a dono da evolução mais espetacular entre todos os cearenses. Chegou com 10:59h, conseguindo reduzir sem tempo anterior em impressionantes 1:52h. Seu resultado torna-se ainda mais expressivo quando sabemos que Pedro, em passado bem recente, era obeso.

Bom, estes são os quatro triatletas que escolhi para mencionar e parabenizar especificamente. Entretanto, como já mencionei alhures, isto não tira o mérito de todos os demais, principalmente aqueles que fizeram a prova pela primeira vez, conseguindo, assim, o título de IRONMAN. Não é para qualquer um, viu? Parabéns a todos!!!

Semana seguinte!!!

A semana que sucedeu o Ironman ainda transcorreu sob a magia da prova. Todos colhendo os louros da vitória e contando suas experiências. Nós, os que não participaram, ávidos por notícias, ainda discutíamos e ansiávamos por saber todos os detalhes. E, O MAIS IMPORTANTE, tratava-se da semana em que as inscrições para o Ironman Brasil 2013 seriam abertas.

Falar em semana parece inapropriado, visto que as isncrições para as provas de Ironman tem se esgotado, no mundo todo, em poucos minutos após a abertura. Para o Ironman Brasil 2013 não foi diferente. Sexta-feira, 01 de junho de 2012, às 11h da manhã, um enorme número de triatletas estava à frente de seus computadores. Não tenho dúvidas de que a tensão foi companheira da maioria deles. É uma corrida contra o tempo. Esperar o link finalmente aparecer, clicar nele e correr para fazer todo o procedimento com a maior brevidade possível, na esperança das vagas não esgotarem até que você conclua todos os passos.

Pois é! Não tem para quem quer! São 2.000 (duas mil) vagas que se esgotam em menos de 20 minutos. E pasmem! A inscrinção é feita mediante o pagamento da "bagatela" de US$ 700,00 (setecentos dólares).

Por fim, ver o registro completo, garantindo sua vaga para uma prova que somente será realizada daqui a um ano, e ainda assim ficar extremamente feliz, é realmente algo que só o Ironman pode proporcioar. Vencida a primeira batalhar para fazer um Ironman!! EU ESTOU INSCRITO!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pague Menos



Foto da prova
Até nisso a Pague Menos é caprichosa

Antes de mais nada tenho que me desculpar pela ausência. O blog anda um tanto esquecido, mas não é sem motivo. Passei duas semana sem conseguir treinar normalmente, tendo feito, quando muito, metade dos treinos previstos. Não foi por falta de vontade, ou por qualquer problema sério. Minha mulher está na reta final da gestação, e, portanto, ela tem sido o foco da minha atenção. Atenção integral!

Entretanto, nesta semana consegui engranar novamente nos treinos, estando, até esta quinta, 24/05, hoje, com 100% da planilha cumprida.

E começou com a Corrida da Pague Menos, realizada no último domingo. Vale dizer, por oportuno, que a organização da prova foi impecável. Água gelada, largada, chegada, etc. Continua sendo o paradigma a ser seguido aqui no Ceará.

Para mim, a prova foi um tanto peculiar! Fui determinado a correr apenas para curtir, sem, como se costuma dizer no linguajar da corrida de rua, fazer força. Ademais, queria acompanhar meus amigos que estavam cumprindo os últimos treinos para o Ironman Brasil 2012. Iríamos correr leve.

Porém, por ironia do destino, não encontrei com meus amigos na largada. Larguei sem saber onde eles estavam. Como me posicionei no meio do bloco de corredores, achei que eles estariam mais à frente. Comecei leve, curtindo mesmo a corrida. E assim pretendia ir até o final.

Mas queria muito correr com os comparsas, e comecei a apressar o passo para os alcançar. E nada de sequer os ver à frente. Logo já esatava correndo bem forte... e nada de encontrar os caras. Que saco! E continuei correndo, e pensando:

- Aqueles malandros disseram que iriam correr leve!

E continuei correndo.

Resultado: a corrida acabou e eu não os encontrei. E fiquei sabendo que ninguém havia chegado, pois todos haviam largado bem mais ao fundo do local de onde eu larguei. WTF!

Mas, de qualquer forma, não há como uma corrida ser ruim! É sempre muito bom correr!

Keep running!
Keep tri!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Beira-Mar às sextas!!



Clique para ampliar

Despiciendo dizer o quão prezeroso é treinar na Beira-Mar de Fortaleza. Entretanto, às sextas-feiras, o ambiente parece estar envolto de uma magia a mais. Não sei se é o ambiente, a própria Beira-Mar, ou se é um simples efeito psicológico produzido pela chegada da sexta-feira (véspera do tão esperado final de semana de treinos e descanso).

Seja o que for, o fato é que treinar corrida na Beira-Mar, às setas-feiras, é muito bom! Todos parecem estar simpáticos além do normal. O sol parece brilhar de modo diferente. Os carros, que por lá passam, parecem respeitar mais os corredores. A água de côco parece estar mais deliciosa. O mar parece esforçar-se ainda mais para embelezar a paisagem de cartão postal.

E foi neste clima que hoje treinei corrida com os gigantes Chicão Cavalcanti e Erick Vasconcelos. Foram 50 minutos de emoção. O ritmo foi muito bom e a galera está, a cada dia, mais empolgada com a boa sequência de treinos. Foram quase duas voltas completas da Beira-Mar, perfazendo 11km bem corridos.

Acho que cheguei no ponto que estava quando, ano passado, a lesão nos fibulares do pé direito atacou-me. Voltei do Ironman querendo muito intensificar os treinos de corrida, mas fui impedido pela inopinada lesão. Agora, de volta àquele ponto, sinto que é hora de por em prática aquele desejo, e torcer para que venha a se concretizar.

E vamos correr!
Run Forest, Run!
Keep tri!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

I Etapa Olímpico - Minha Prova



I Etapa Cearense de Triathlon Olímpico 2012
Saindo para a corrida

Sábado passado, 28 de abril, deu-se a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova, mais uma vez, foi realizada nas proximidades do Hotel Marina Park.

Assim como aconteceu na Meia Maratona de Fortaleza, eu, antes da prova, estava um tanto letárgico. Novamente estranhei. Não estou gostando disso! Calmo demais. Muito além do necessário. Quando soou a sirene da largada, tomei um susto. Não estava sequer esperando! Que coisa!!! Mas aproveite o susto e fui.

A natação não foi boa. Vinha sentindo melhoras nos últimos meses, mas, nesta prova, não percebi evolução. A transição entre natação e ciclismo também não foi das melhores, e perdi algum precioso tempo. Fui para o ciclismo e, NOVAMENTE, sem nenhum pelote para ajudar. Notei que, nas últimas provas, tenho nadado entre dois grupos, e isto faz com que, no ciclismo, eu pedale sozinho. Na prova de sábado, não consegui pegar o pelotão da frente, afinal, um pelotão é sempre mais veloz do que um ciclista pedalando sozinho. Entretanto, o pelote que estava atrás de mim também não teve tempo suficiente para me alcançar.

Assim, pedalei praticamente só. Para não dizer que estava só, um garoto do Núcleo de Alto Rendimento da Fetriece pedalou comigo. Ele até que revezou bem no começo, mas, após 3 voltas (de um total de 8), passou a ficar no vácuo quase que 100% do tempo. Não obstante a falta de um pelote, senti a falta de força nas subidas, principalmente quanto estava contra o vento. A falta de musculação está me matando. E assim foi o pedal. Classifico-o como mediano.

Na corrida, até que fiquei impressionado. Consegui impor um ritmo muito bom. Estava correndo como se não tivesse pedalado antes. Leve, sem sofrimento nas subidas. Show mesmo! Entretanto, como estava muito bom para ser verdade, assim que abri a terceira volta (de um total de 4), veio a dor de lado (dor desviada). Dor aguda. Lembrei-me do Ironman Brasil 2011. Mesma coisa! Diminui o ritmo, praticamente parando. A dor passou, mas perdi uma "perna" inteira da terceira volta naquele ritmo ultra lento.

Passada a dor, voltei ao ritmo de antes. E ainda consegui negativar bastante na quarta e última volta. Aproveitei a descida em frente ao IML e dei o sprint final para a chegada. Fiquei muuuuuito feliz pela minha corrida, mesmo com o contratempo da dor de lado.

Problemas a serem resolvidos:

1) iniciar a prova mais "pilhado";
2) natação - foco principal do momento;
3) ciclismo - voltar a ganhar força (trabalho muscular);
4) corrida - identificar a causa da dor de lado (já tenho minhas suspeitas).

Surpresa:

Após sair o resultado, tive a grata surpresa de ter ficado na 2ª colocação da minha categoria. Muito bom!!!

Viva o Tri!!! Keep Tri!!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Triathlon Olímpico - I Etapa do Cearense



No próximo dia 28 de abril, sábado, será realizada a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova acontecerá no Marina Park Hotel, assim como ocorreu com a I Etapa do Triathlon Sprint.

Os treinos, desde meados da semana passada, após a Meia Maratona de Fortaleza, estão fluindo num ritmo excelente. Os companheiros de equipe, que farão o Ironman Brasil 2012, estão muito focados, e são excelentes companhias para os treinos. Assim, treinar não tem sido problema. Muito ao invés. Tem sido sempre muito divertido!

A natação continua firme. O ciclismo, apesar das chuvas que teimam em atrapalhar, também se mantém constante. E a corrida, no momento, está voltando a ser a minha empolgação. É aquilo que tem trazido mais motivação. Hoje, por exemplo, o treino com tiros, nas cercanias do Cocó, foi um espetáculo. Eu, Chicão, Erick e Pedro Mentirinha gastamos a calçada da Av. Sebastião de Abreu. A chuva não permitiu que treinássemos nas trilhas do Parque do Cocó. Mas, como diz o ditado, quem não tem cão, caça com gato.

Quanto ao Triathlon Olímpico, lembro que não é uma distância que me deixa confortável. Entretanto, isto não se configura em motivo suficiente para não competir com afinco.

E vamos ao Olímpico!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

3 dias de molho + 1 dia de banho



Passada a Meia Maratona de Fortaleza, o domingo transcorreu normal, com a endorfina ainda atuando à mil em minhas veias. Foi um dia agradabalíssimo, com encontro familiar, no qual apareceu até mesmo meu irmão mais novo, que estava no Canadá (mas que não se chama Luiz, ou Luiza, - com o perdão do trocadilho infame).

Não obstante os bons momentos do domingo, a segunda amanheceu com uma surpresa ruim. Meu joelho esquerdo estava um pouco inchado, com a mobilidade um tanto comprometida e com uma certa dor. De início, não me preocupou muito, pois sabia que não havia ocorrido qualquer torsão ou trauma físico que indicasse algo sério. Fui trabalhar daquele jeito. Ao final do dia, nenhum melhora significativa. Fiquei na esperança de, ao acordar na terça-feira, o joelho estar normal. Arrumei a bike e toda a parafernalha necessária para o treino de ciclismo.

Para meu espanto, acordei algumas vezes duarante noite e senti um incômodo no joelho. Aquela porcaria estava incomodando a ponto de me acordar. Soa o alarme! Acordo, atordoado, e concluo que não há a mínima possibilidade de ir treinar. Volto a dormir, um bocado triste! No entanto, pensei, melhor cuidar logo para conseguir competir no dia 28 de abril, data em que acontecerá a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico.

Assim, a terça foi off forçado. Nem ciclismo, nem natação. Fiz três sessões de gelo durante o dia, e notava melhor impressionante.

Amanhece a quarta e mais uma triste constatação: impossível treinar! Mais um dia off. Nem corrida, nem natação. No entanto, após a segunda sessão de gelo do dia, ao meio-dia, já não sentia mais nada quando andava, nem tampouco quando forçava a perna a externder o máximo possível. Show! Pensamento imediato: AMANHÃ EU TREINO!

Parafernalha do ciclismo arrumada na noite de quarta, esperanças renovadas, fui dormir.

Acordei novinho em folha! E fui ao treino! Tínhamos duas horas de ciclismo com alguns tiros. O treino foi show, e o período de descanso forçado fez-me muito bem!

O detalhe chato do dia ficou por conta da chuva. Lá pelo meio do treino, cái aquele toró. Os pingos batiam em nosso rostos feito pregos, e a intensidade da chuva atrabalhou um pouco a dinâmica do treino. Ainda assim realizamos o treino da maneira que nos foi passado via planilha.

Resumo destes últimos 4 dias: 3 dias de molho e 1 dia de banho.

Alma lavada!

E vamos firmes rumo ao Triathlon Olímpico!!!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MMF - Minha Prova


Foto emblemática
Aos 17km, o sofrimento estampado na face

Como já havia comentado, aqui no blog, tenho uma relação especial com a Meia Maratona de Fortaleza. O histórico de minhas participações serve para demonstrar toda a minha evolução na corrida, especialmente nesta distância de 21km, a qual tanto aprecio.

Entretanto, para a prova deste 2012, eu estava consciente da dificuldade que seria alcançar meu tempo do ano passado. Porém, nem por isto deixei de me esforçar e buscar aquela marca tão significativa para mim.

Já que estou comparando com o ano passado, impossível não comparar também a preparação. Três pontos relavantes foram, no meu entendimento, os responsáveis pela diferença entre a performance alcançada no ano passado e neste ano de 2012. São eles:

1 - Volume. Ano passado, estava eu em meio ao treinamento para o Ironman. Os treinos estavam em sua fase mais intensa, e eu estava completamente comprometido com eles. Assim, a distância de 21km, por si só, não seria qualquer obstáculo. Neste ano, não farei o Ironman Brasil, e o caminho trilhado pelas planilhas, obviamente, é diferente do seguido no ano passado.

2 - Preparo muscular. À época, estava com reforço muscular feito através de treinamento funcional. O trabalho foi muito bem realizado pelo Professor Rossman da Personal Care. Eu estava com muuuuuita força nas pernas. Subidas não eram problemas; eram soluções. Neste ano, não tive tempo para qualquer reforço muscular. Aliás, ficar sem este reforço é totalmente desaconselhável para triatletas e corredores.

3 - Peso. Ano passado, até mesmo por força dos volumes do treinos para o Ironaman, estava com um percentual de gordura baixo. Menos peso, menos esforço para "arrastar" o corpo. A relação do peso é tudo na prática da corrida. Neste ano, apesar de ter chegado à prova com peso razoável, estava ainda uns 2 a 3kg acima do peso do ano passado.

Mas vamos à prova.

Apesar da previsão de chuva, não tinha a menor expectativa quanto a isto. O histórico da Meia Maratona de Fortaleza não nos permite sonhar assim tão alto. A chuva caiu na madrugada. Tal fato só anunciava que o calor viria para rachar nossas cabeças. Esta sim era uma previsão bastante plausível. E, como vocês verão mais adiante, ela veio a se tornar realidade.

No momentos que antecederam a prova, eu estava numa letargia incomum. Não estava "pilhado", e preocupei-me um pouco. Fui aquecer no gramado do Marina Park, e corri uns 200m, apenas para lembrar aos músculos que eles trabalhariam bastantes nas horas seguintes.

Fui para a largada e para o aperto daquele cercado repleto de corredores ansiosos e barulhentos. Quando o locutor falou que faltava muito pouco, o batimento, naturalmente, subiu. Cérebro avisando ao resto do corpo que chegava a hora de começar a festa. Dispara o canhão (largada)! Dispara o coração e a vontade das pernas de se mexeram. Até ultrapassar o pórtico, era impossível correr, e todo mundo fica num passinho curto que nem é corrida, nem andar. Quando o mínimo de espaço é encontrado, corro! Os primeiros 500m é para por em prática a arte de ultrapassar sem cair, nem derrubar. É passar por pequenas frestas entre corpos de corredores, desejando incomodar o mínimo possível.

Ao sair do Marina Park e chegar ao asfalto da Av. Leste Oeste, alívio! Mais espaço, mais velocidade, mais gente para trás, mais caminho pela frente, mais dúvidas. As subidas do início do percurso não pesaram, pois ainda estávamos muito "inteiros" neste momento.

Tentei manter o ritmo próximo ao do ano passado, com o intuito de chegar à metade da corrida um pouco acima do tempo de 2011, para, empós, sonhar em negativar um pouco na segunda parte da corrida. A tática era boa, mas sua execução era uma incógnita.

A verdade é que, nem de perto, cheguei a correr da forma confortável como corri no ano passado. Mas fui! E fui nessa toada durante toda a ida. Pequenos objetivos, escolhidos durante a prova, sendo alcançados. Sem agonia, acompanhando ritmo cardíaco, suplementação (um gel aos 7km e outro aos 14km), e pace.

No momento do primeiro gel, com um copo de água na mão e um gel na outra, ouço um barulho de plástico atritando com o asfalto. Olho para os pés e vejo que o chip descartável havia caído naquele momento. O chip ainda voava pelo asfalto, e tive que voltar uns 5m para recuperá-lo. Agora eram um copo de água, um gel e um chip na mão, e ainda a preocupação de ter que recuprar o ritmo. Este episódio foi f....! Psicologicamente desgastante.

Tomado o gel, bebida a água, verifiquei que o chip havia quebrado bem no engate, não havendo como recolocá-lo. Restava levà-lo à mão mesmo. E foi assim até o final da corrida. Entretanto, minha maior preocupação foi em retomar o ritmo. Na reta que passa pelo aterro da praia de Iracema, consegui voltar ao pace desejado. E continuei.

Percorrida a Av. Beira-Mar e o trecho próximo ao Porto do Mucuripe, feito o retorno, um certo alívio de quem pensa: "agora é só voltar!". Entretanto, quem assim pensa, já demonstra um certo pesar, sofrimento, vontade demasiada em chegar.

Ainda assim consegui segurar o pace. De volta à Av. Beira-Mar, os efeitos do calor começaram a se manifestar. Os postos de hidratação pareciam se distanciar, e a surpresa de encontrar água quente em alguns deles foi desestimulante. Lembro-me bem de, ao chegar no décimo sexto quilômetro, ter pensado que só faltavam 5km. Ou seja, o pensamento já estava na chegada. Mau sinal!

Um quilômetro depois, ao passar pelo marco dos 17km, sentia meu corpo ferver. Um calor gigantesco parecia querer sair de dentro de mim. Meu rosto parecia que iria explodir e rezei para um posto de hidratação chegar logo. O posto de água localizado próximo ao Restaurante Tia Nair serviu para dois verdadeiros banhos. Dois copos de água derramados sobre minha cabeça, e apenas um simples gole de água. Alívio imediato.

Neste momento, as pernas também fraquejaram, e o pace caiu. Foi impossível mantê-lo. O corpo pareceu cobrar a conta do volume, como quem diz: "não estamos treinados para este ritmo além desta distância!". Ainda assim, consegui não baixar tanto assim a velocidade. Daí por diante, a corrida foi mantida somente com o psicológico. A vontade de andar era constante. Quem me viu neste últimos quilômetros deve ter se assustando com a quantidade de caretas. Foram 4km de muito sofrimento.

Ao descer o viaduto, dentro do último quilômetro faltante, consegui um bom pace em função da descida, e, logo em seguida, uma alma caridosa, um corredor um pouco mais velho, olhou para trás e me chamou:

- Vamos lá! Chega aqui do lado! Vamos juntos.

Respondi:

- Não aguento mais! Vai lá que irei no meu ritmo!

Ele:

- Não! Vem!

No impulso, cheguei ao lado dele e fomos até o pórtico num ritmo bem forte. Foi uma chegada diferente. Após cruzar o pórtico, nos cumprimentamos, agradeci sua insistência e ajuda, e parei por alguns segundo, pois andar estava bastante complicado. Recuperada alguma força, olhei no relógio e constatei que havia corrido 03 minutos acima do tempo do ano passado. Fiquei bastante feliz!

Tendo em vista a história da prova e meu condicionamento, foi um excelente resultado! Mas não tenho dúvidas de que estes três minutos foram perdidos nos últimos 4km. Eis a diferença!

Entretanto, eis a parte boa da vida: ANO QUE VEM TEM MAIS! Ainda vou buscar essa marca!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A esquecida natação!



Sou triatleta. Isto é fato! Porém, é notório que os assuntos abordados aqui neste blog são, quase que totalmente, relativos à corrida e ao ciclismo. A coitada da natação acaba sempre em segundo plano. Muito falo sobre corrida e ciclismo. Os treinos de ciclismo são emocionantes; já os de corrida são instigantes. Mas e a natação?

Confesso que isto pode ser uma característica minha. Ou seja, minha valoração à natação não ser a adequada para quem pratica o triathlon.

Sou egresso da corrida, e, portanto, um apaixonado pela modalidade. O ciclismo, por sua vez, é bem difícil no começo. Nos treinos iniciais, via todos indo embora, e eu, esbaforido, perguntava-me:

- Como pode? Estou aqui quase infartando, e esses caras indo adiante, deixando-me longe, e ainda aparentam nem estar fazendo força!

Apesar deste início, o ciclismo vai te cativando, mostrando a emoção da velocidade. Aos poucos o condicionamento vai sendo alcançado e a emoção só cresce. Assim, ainda que um pouco mais lento que a corrida, o ciclismo também vira uma paixão.

E a natação?.... E A NATAÇÃO?....Hummm...

A natação se dá em ambiente que o corpo humano não está assim tão adpatado. O início é muito mais árduo do que o do ciclismo, e não tem a emoção da velocidade para te cativar e fazer insistir. Ou seja, as dificuldades se apresentam bem mais do que o prazer. Para quem nunca nadou quando criança (falo de treinos, escolinha), a coisa se torna ainda mais complicada. Os primeiros dias são um martírio. A respiração, a posição, a mecânica, etc., tudo parece ser demais. São muitos pequenos detalhes a serem combinados de uma vez só. O desestímulo parece ser uma sombra constante!

No meu caso particular, ainda tive muitos problemas de câimbras no início. Sempre que saía da água, mais especificamente, quando meu corpo voltava a ficar na posição vertical, minhas panturrilhas entravam numa contração insana. Fortes câimbras! Esta característica fez-me sofrer muito numa prova de Triathlon Sprint, em fevereiro do ano passado (2011). No entanto, a insistência, ou seja, treinos e mais treinos, fizeram com que estas câimbras ficassem no passado. Ainda assim, os treinos de natação continuavam sendo muito mais uma obrigação do que uma diversão, um hobby.

É óbvio que não posso falar por todos. Aqui, comento apenas a minha experiência pessoal. Como diria Chicó: Não sei, só sei que foi assim!

Entretanto, quando da visita de Reinaldo Colucci (muito comentada aqui no blog), tive a chance de o ver treinando natação, bem como recebi inúmeras dicas. Enquanto Colucci nadava, seu treinador explicava muita coisa, dando informações interessantíssimas. Ainda tive a oportunidade de ver Kal Aragão nadar lado a lado a Colucci. Foi realmente interessante vê-los. Os estilos completamente diferentes. Reinaldo compensa uma técnica menos apurada com muita força, e, principalmente, com pernadas fortíssimas. Aquilo chamou-me a atenção.

Desde então, a natação tem deixado, paulatinamente, de ser uma obrigação. Pus em prática algumas das dicas e senti meu corpo bem mais alinhado à superfície da água, diminuindo o arrasto do famoso nado de pescador de lagoa. Estou saindo da piscina com o sentimento de dever cumprido, mas, principalmente, estou FICANDO na piscina com vontade de realizar o treino.

Este texto, por exemplo, é fruto de uma sensação muito boa sentida durante o treino de ontem, quinta-feira, dia 12 de abril, o qual tive o prazer de fazer a série principal com Carvalhinho. Foi show!

A verdade é que ainda estou muuuuuito aquém de ser um bom nadador, e sempre tenho que, ao sair da água, "correr atrás do prejuízo" nas provas de triathlon. Entretanto, o prejuízo, a cada dia que passa, está menor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Resultados dos cearenses - ITU Triathlon Pan American Cup



No último dia 31 de março, sábado passado, foi realizado o ITU Triathlon Pan American Cup, em João Pessoa/PB. Alguns cearenses viajaram até a capital paraibana para participarem da prova. E eis os resultados:

Atleta
Equipe
Tempo
Categoria
Wesley Matos
Pro
1:58:33
Elite
João Martins Galvão
Fetriece - Núcleo
2:12:22
Sub-23
Natanael Sales
Fetriece – Núcleo
2:25:36
18 a 19 Masc
Ricardo Jesus
Sesi Ceará
2:30:45
30 a 34 Masc
Verônica Menezes
Fetriece
2:36:09
35 a 39 Fem
Francisco Ivanildo
Fetriece – Núcleo
2:36:48
20 a 24 Masc
Heraldo Viana
Ares
2:37:04
35 a 39 Masc
Andrea Queiroz
Red Team
2:43:36
30 a 34 Fem
Pablo Formiga
Zonaalvo
2:46:20
35 a 39 Masc
Lucidio Queiroz

2:47:28
45 a 49 Masc
Rafael Diogo
Zonaalvo
2:49:14
25 a 29 Masc
Pablo Ribeiro
Zonaalvo
2:50:39
30 a 34 Masc
Marcelo Rangel
Zonaalvo
2:51:56
30 a 34 Masc
Ricardo Barros Leal
Ares
3:04:52
25 a 29 Masc
Claudio Amora
Fetriece
4:16:42
TR1 Masc

Vamos aos destaques. Primeiramente, há de se exaltar a performance da Gigante Andréa, a qual tem alcançado resultados expressivos desde meados do ano passado. Desta vez, arrancou o quarto lugar geral na competição e, ainda, o primeiro lugar em sua categoria. Parabenizar Andréa já está virando "lugar comum".

Verônica Menezes também levou o ouro em sua categoria, sendo também merecedora de elogios. Wesley Matos vem confirmando ascensão no cenário da elite do triathlon nacional, e ficou em terceiro. Os garotos da Fetriece também estão em franca evolução. João Martins Galvão foi quarto na categoria Sub-23, Natanael Sales foi segundo na categoria 18 a 19 anos, e Ivanildo foi terceiro na categoria 20 a 24 anos.

Por fim, o paratleta Cláudio Amora, mais uma vez, foi medalha de ouro na categoria TR1.

Parabéns a todos os cearenses que se dispuseram a ir à João Pessoa para participar de mais uma prova da ITU - International Triathlon Union.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Corrida e dicas


Leandro em reunião com a equipe

E termina a semana em que o treinador do Red Team nos fez compainha aqui em Fortaleza. Leandro Macedo chegou na sexta-feira passada, e retorna à Brasília hoje. Estas ocasiões são sempre proveitosas, pois inevitavelmente recebemos dicas novas, além de correções, acompanhamento nos treinos, etc.

É claro que nossa equipe, por não ter seu técnico sempre presente, sofre com alguns aspectos do treinamento. De outra banda, minimizamos este ponto fraco com o companheirismo e preocupação dos mais experientes.

A visita de Leandro teve como principal foco o pessoal que está treinando para o Ironman Brasil 2012. Entretanto, os que não irão para esta prova não foram esquecidos. Eu, por exemplo, tive o prazer de receber atenção especial no treino de corrida desta manhã. Minha corrida tem voltado aos poucos e ando bastante empolgado com isto. Aproveitei para "sugar" informações e dicas para os treinos de corrida que visam a Meia Maratona de Fortaleza.

Recebi dicas especiais de treinos em esteira e percepção (feeling) de pace sem a ajuda do gps do relógio (garmin). Novidades virão em minha planilha. Resta pouco mais de quinze dias para a prova, e foco agora é imprescindível. Ainda recebi dicas de alimentação (peso é tudo na consecução de uma boa performance em corrida) e, por fim, preciosa informação de estratégia, tendo em vista o que foi feito na mesma prova no ano passado (parâmetro).

Assim, apesar da semana de treinos ter sido um pouco atrapalhada pelas chuvas intensas, e, ainda, por nosso treinador ter focado no pessoal que vai para o Ironman Brasil 2012 (nada mais justo!), fiquei feliz demais com este último dia de sua estadia aqui em Fortaleza. Foi um treino apenas! Mas seu valor foi inestimável.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Abril do Ironman Brasil



Está chegando abril. Quem já fez o Ironman Brasil, sabe muito bem o que este mês significa.

Abril traz, em seu dia inaugural, o famoso Dia da Mentira. Mas, paradoxalmente, também traz a única verdade para os triatletas que pretendem fazer o Ironman Brasil: é chegado o mês mais difícil do treinamento. O mês em que tudo parece não ter fim, inclusive o sofrimento. Treinos gigantes, transições pesadas.

E, para o cearense, talvez o nordestino em geral, ainda tem um "plus" de sofrimento. Trata-se do mês mais quente do ano. Umidade altíssima, pouco vento (se é que isso é possível aqui no Ceará!!), e um sol que mais parece convergir todos os seus raios para a cabeça do triatleta em treinamento.

Mas tenho a solução para o problema (se é que você encara isto como um problema): COMPROMETIMENTO! Ano passado, quando fiz meu primeiro e único Ironman (até agora!), estava focado de tal modo que abril passou num piscar de olhos. E mais. Temos a Meia Maratona de Fortaleza e a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. Tais eventos fazem com que o mês transcorra ainda mais rapidamente.

Assim, não tenho medo de lhes dizer que, caso encarem os treinos de frente, focados, comprometidos, resolutos de que querem passar pelo pórtico de chegada do Ironman Brasil, abril passará sem maiores problemas, e será um mês de treinos memoráveis, inesquecíveis.

Por fim, faço-lhes somente um alerta. Cuidem bem da recuperação no pós-treino. Alimentação, suplementação, alongamentos, e, sono em dia, são exemplos de pontos que deverão ser objeto da preocupação do triatleta em treinamento para qualquer Ironman.

No mais, desejo boa sorte a todos neste abril de 2012. Que venham os treinos!!!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Meia Maratona de Fortaleza



Como todos devem saber, a Meia Maratona de Fortaleza aproxima-se. Será realizada em am abril próximo, no dia 15.

Após o Campeonato Brasileiro de Longa Distância, esta meia maratona passa a ser a minha prova alvo do semestre. Tenho um carinho especial pela prova, pois, desde que adentrei no mundo das corridas (e do triathlon), a Meia de Fortaleza é a competição a qual tenho sido mais fiel. Em 2012, será a minha quarta Meia Maratona de Fortaleza seguida.

Apesar do pouco tempo que falta para a prova (menos de um mês), treinarei com afinco para a mesma. Aproveitarei, inclusive, a vinda do treinador do Red Team, Leandro Macedo, o qual ficará quase dez dias conosco neste final de março.

Dificilmente conseguirei a performance realizada no ano de 2011, quando, surpreendentemente, corri solto e fácil, conseguindo uma marca antes nunca imagina por mim. Entretanto, tenho vivido bom momento de treinos neste início de 2012, livrando-me de vez, ao que tudo indica, da lesão no pé direito. Tudo é possível!

No entanto, é bom lembrar que abril é o mês mais quente do ano. Fortaleza ferve. Miragens surgem em meio ao calor que sobe do asfalto. A prova não é nada fácil. Mas isto não é novidade para ninguém.

Vejamos o que me aguarda nesta prova. Que venha a Meia Maratona de Fortaleza!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Atentado a menor no Cocó



Menor e seus segredos


Hoje presenciei cenas terríveis durante o treino no Parque do Cocó. Um atentado violento à integridade física de um menor. Via-se o sofrimento estampado na face. Alvo de tiros, o semblante do menor era de dar dó.

Vamos aos detalhes do atentado.

Meliante: Ricardo Veras Braga, agnominado Dalai Veras. É até paradoxal alguém com tal alcunha praticar ato de tamanha perversidade.

Vítima: o "menor" Pedro Mentirinha. Pequeno valente, que não foge de uma boa briga. Só tem um vício: adora enterrar triatletas vivos.

Entretanto, a artilharia pesada do meliante, despejada em catadupa sobre a probre vítima, foi devastadora. Testemunhas, as árvores do Cocó, apenas observavam a cena estupefatas, imóveis. Até o vento parou para assistir a resistência do menor. A cena bucólica não amenizou a fúria daquele encontro épico.

Cambaleante, após vários tiros, o menor chegou a balbuciar:

- Eu vou cair!

Um transeunte, compadecido com a situação do pequeno, deu-lhe força, dizendo:

- Esta é a hora de sofrer! O que não te mata, fortalece-te!

O menor, reunindo o pouco de força que lhe restava, e com a bravura que lhe é inerente, levanta do banco de madeira que lhe servia de escora, e parte para mais uma saraivada de tiros. Mais uma vez, Dalai Veras fez valer sua impiedosa artilharia e mandou bala.

Fim do atentado. Felizmente não passou de uma tentativa, visto que o menor encontra-se superficialmente intacto, ainda que fisicamente avariado. Porém, mestre na recuperação (seu segredo mais relevante), não se deixa abater, e sabe que batalhas como esta é que o tornam mais capaz para as empreitadas futuras.



Dalai Veras à esquerda. Pedro ao centro.

Sábio que é, após o tiroteio, agradeceu seu algoz, certo de que muito aprendeu com quem tem tanta experiência e capacidade. Por fim, Meliante e Vítima tornaram-se cúmplices. E este é um aviso ao povo desta cidade: cuidado com a dupla! Não tenho dúvidas de que, em breve, cartazes de PROCURA-SE com a imagem do dois estamparão todos os postes de Fortaleza.

sexta-feira, 2 de março de 2012

As minhas sextas-feiras



Vontando à prática de treinos intensos e volumosos, hoje, sexta-feira, relembrei uma característica minha que já havia notado à época dos treinos para o Ironman de 2011.

Digo que é uma característica porque ela se repetia fielmente por todas as sextas-feiras. Após toda a semana de treinos, eu acordava na sexta-feira como se não tivesse dormido, como se não tivesse recuperado as forças, organismo com sensação de exaustão.

E hoje foi assim! Acordei como se tivesse acabado de deitar para dormir. Ombros caídos, pernas pesando uma tonelada. Mas fui ao treino. E com a ajuda dos amigos, consegui fazê-lo por inteiro. Foi duro, mas foi bom!

Dizem que a sensação pós-treino é o que vale a pena no esforço. Mas a sensação após aquele treino no qual você tinha absoluta certeza que não terminaria, ou que sequer começaria, é muuuuuuito melhor.

Aaahhhh.... o mais impressionante dessa minha característica das sexta-feiras é que, para os treinos longos do sábado e domingo, eu amanheço "zerado", pronto para a pancada, novinho em folha. Impressionante! Cheguei a levantar a hipótese de que a sensação de exaustão da sexta-feira seria meu corpo preparando-se para os treinos longos do fim de semana. Sinceramente, não sei! Não sou especialista na área e nunca busquei informações sobre isto. Mas, de qualquer forma, não tenho dúvidas de que o corpo humano é mesmo a máquina mais perfeita que existe.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Blog do Max - Postagem para os Pais



Acabei de ler uma postagem, entitulada FILHO DE PEIXE NADA, no extraordinário Blog do Max - Kona Bikes. Trata-se de reflexões de como pais esportistas lidam com seus filhos em relação à prática de esportes. Para quem é pai, é leitura compulsória. Vejam:

"Creio que todo o praticante de esportes àvido - seja amador, profissional ou ocasional - nutre um desejo quase nunca reprimido que seus filhos "tomem gosto pela coisa", que vem a ser o mesmo esporte praticado ou adorado pelo pai. Sonhando acordado, o peladeiro de fim de semana olha seu pequeno chutando uma bexiga no primeiro aniversário e já imagina um futuro camisa 10 canarinho; o nadador Master que acabou de ser pai compra uma pequenina sunga antes mesmo de comprar a primeira fralda para o seu futuro Popov, e, como não poderia deixar de ser, todo o filho de um ciclista apaixonado acaba ganhando um autógrafo  do vencedor do Tour ou do Giro antes mesmo de saber quem é Ronaldo (dinho ou dão).

Um pouco disso tem a ver com laços afetivos entre pais e filhos. O jovem que tem em sua memória emocional registros positivos relacionados às figuras maternas e paternas envolvidas com esportes acaba talvez com uma propensão maior a buscar, para si, registros semelhantes. Essa é a vertente positiva da herança esportiva - "eu pratico o esporte que meu pai ou minha mãe praticava porque isso está associado, de alguma forma, a um registro de felicidade, bem estar, energia positiva". E essa vertente é positiva sobretudo porque nasce espontaneamente. Ninguém obriga ou força esse jovem a fazer o que seus pais faziam. Ele o faz por impulso próprio. Ele abre a porta que conduz ao esporte pelo lado de dentro, com suas próprias mãos.

O lado escuro dessa vertente, não menos real,  acontece quando a mesma porta que leva ao caminho do esporte  é forçada de fora para dentro, e o jovem ou a criança são retirados de seu mundo para praticar uma atividade cujo objetivo primário é preencher as frustrações de seus pais (ou as neuroses políticas de seus países). Todo o resto - a felicidade, o bem estar e a energia positiva - são acessórios opcionais de um pacote indesejado, levando ao caminho doloroso do esporte sem paixão.

Quem vive em meio a atletas sabe o quanto esses cenários são verdadeiros, e acaba descobrindo também que os exemplos relacionados às frustrações e neuroses não são poucos. Eu, pelo menos, já vi de perto mais casos do que gosto de lembrar, e talvez tenha sido por isso que tomei cuidado redobrado ao apresentar o mundo dos esportes para os meus pequenos (quando eles eram pequenos....).

Num raciocínio extremamente simplista, sempre acreditei que o exemplo falaria mais que mil palavras, e foi assim - fazendo e praticamente nunca falando - que levei para eles a minha mensagem. Enquanto eles cresciam, papai nadava, papai pedalava, e de vez em quando papai corria. Às vezes papai chegava cansado, às vezes chegava atrasado, e às vezes mamãe brigava com ele porque chegava cansado demais e atrasado demais.  Mas fora isso, papai parecia feliz fazendo o que fazia. Alias, parecia não. Papai era, e continua sendo, extremamente feliz praticando seu esporte. Portanto, papai acabou mostrando que ser feliz é possível na prática, e que ao menos um caminho viável, honesto e não muito complicado existe.

Por outro lado, talvez num excesso de zelo para não entrar no lado escuro da força, nunca fiz da prática esportiva uma obrigação para os pequenos. Embora todos os três tenham passado pelo circuito "escolinha de natação, escolinha de vôley", no dia em que aprenderam a nadar a obrigação da escolinha de natação acabou, e da escolinha de vôley não saiu nenhum pós-graduado. E embora eu já tenha me perguntado mais uma vez se não deveria ter insistido um pouco, acabo sempre voltando e me firmando à noção de que a linha que separa "incentivo" de "imposição" é tênue, e que mesmo que ao cruzá-la sejamos bem sucedidos (ainda bem que meu pai me obrigou a nadar, me disse uma vez um grande nadador), continuo achando que o componente emocional é o que vem em primeiro lugar. Praticar esportes tem a ver com bem estar emocional e físico, e o segundo não existe sem o primeiro.  E continuo achando também que a porta para a prática esportiva só leva a um bom caminho se for aberta por dentro. Ficar esmurrando do lado de fora, ou arrombar, é receita para desastre emocional do jovem.

Como fruto dessa crença e da opção que se seguiu, hoje nenhum dos meus três filhos pratica esporte de forma catedrática - embora cada um pratique alguma forma de exercício moderado. E apesar de que certamente sempre tenha ficado com um olho de olho naquela bendita porta na esperança de um deles um dia a abra, não sou frustrado nem triste pelo fato dela (ainda?) permanecer fechada. Antes assim do que ter em casa um campeão trazendo nas costas  troféus para minhas prateleiras imaginárias, ou tendo acorrentadas ao peito medalhas que eu nunca fui capaz de ganhar.

Mas um dia atrás do outro é realmente uma coisa curiosa. Ontem - ontem ainda - meu filho do meio disse que iria começar a nadar. "Estou com vontade de fazer algum esporte mais regular", foram as palavras dele, que atualmente é músico em tempo integral e goleiro titular em peladas de fim de semana. Nem tive tempo de respirar. "A que horas mesmo começa a aula da faculdade oito e meia então você pode fazer como eu fazia na sua idade vai nadar de madrugada que dá tempo e sobra eu vou com você fazer o teste conheço todo mundo lá você vai adorar tenho certeza vai desenvolver seu  corpo de forma harmônica o que estamos esperando vamos lá". Se não foi isso foi mais ou menos isso.

Imagine. E eu imaginei! Com essas mãos que parecem uma raquete de frescobol e pés que dispensam nadadeiras! Com essa altura toda! Em um ano vai baixar de um minuto nos 100 livre. Xuxa...Gustavo Borges...Cielo....Popov...Thorpe....Ian Quint!

Mal meu filho entreabriu a porta, eu já tinha derrubado ela com parede e tudo e estava prestes a arrancá-lo de seu mundo para o meu.

Temos realmente que nos controlar. Às vezes, pouco pode a razão diante de uma grande paixão"

Já citei a fonte. E agora aí vai o link para quem quser conhecer melhor aquele blog: http://maxkonabikes.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Chuva x Treinos para o Ironman



Sei que muitos triatletas cearenses farão seu primeiro Ironman em maio vindouro. E, como sabido, os treinos para o Ironman Brasil dão-se entre janeiro e maio de cada ano. Assim, invariavelmente, pegamos o período chuvoso aqui do Ceará.

Assim, impossível não ter aquela constante preocupação com os treinos de ciclismo. Dará ou não para treinar? Conseguirei treinar a contento mesmo com essas chuvas assolando nosso estado? Terei que comprar um rolo? Faço spinning? Estas são perguntas comuns entre os que estão se preparando, aqui no Ceará, para o Ironman Brasil.

Diante de tais dúvidas, venho contar minha experiência. Vale mencionar que tenho como parâmetro apenas o ano de 2011, tendo em vista ter feito apenas o Ironman Brasil daquele ano. Porém, foi um ano bem chuvoso, e, acho eu, servirá de comparação.

Pois bem! Eu não comprei rolo. Aliás, não tenho até hoje. E não fiz uma aula sequer de spinning. Não sei se contei tanto assim com a sorte, mas o fato é que consegui fazer os treinos de ciclismo para o Ironman sem maiores problemas. Se peguei chuva durante os treinos? Claro que sim! Mas nunca saí de casa para treinar com a chuva já caindo. Se perdi algum treino por ter amanhecido chovendo? Claro que sim! Mas foram, NO MÁXIMO, três ocasiões.

Não me preocupei com isso, e busquei somente fazer o que dava para fazer. Mas o fiz bem feito, com comprometimento. Obviamente os treinos de maior volumes tem de ser respeitados. Lembro-me bem de ter perdido um treino de 160km, e isto deixou-me um tanto estressado. Mas logo vi que outros viriam, e a coisa fluiria normalmente. E assim aconteceu!!

Portanto, não deixem a ansiedade lhes trazer problemas. Estes, já bastam o normais do dia-a-dia. O triathlon é nosso hobby, e não deve nos consumir a este ponto. Assim, apenas planejem bem, mas não sofram se algo sair do script. Um desvio ou outro no caminho não significa que você não chegará ao ponto final.