Ironman Brasil 2011

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

3 dias de molho + 1 dia de banho



Passada a Meia Maratona de Fortaleza, o domingo transcorreu normal, com a endorfina ainda atuando à mil em minhas veias. Foi um dia agradabalíssimo, com encontro familiar, no qual apareceu até mesmo meu irmão mais novo, que estava no Canadá (mas que não se chama Luiz, ou Luiza, - com o perdão do trocadilho infame).

Não obstante os bons momentos do domingo, a segunda amanheceu com uma surpresa ruim. Meu joelho esquerdo estava um pouco inchado, com a mobilidade um tanto comprometida e com uma certa dor. De início, não me preocupou muito, pois sabia que não havia ocorrido qualquer torsão ou trauma físico que indicasse algo sério. Fui trabalhar daquele jeito. Ao final do dia, nenhum melhora significativa. Fiquei na esperança de, ao acordar na terça-feira, o joelho estar normal. Arrumei a bike e toda a parafernalha necessária para o treino de ciclismo.

Para meu espanto, acordei algumas vezes duarante noite e senti um incômodo no joelho. Aquela porcaria estava incomodando a ponto de me acordar. Soa o alarme! Acordo, atordoado, e concluo que não há a mínima possibilidade de ir treinar. Volto a dormir, um bocado triste! No entanto, pensei, melhor cuidar logo para conseguir competir no dia 28 de abril, data em que acontecerá a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico.

Assim, a terça foi off forçado. Nem ciclismo, nem natação. Fiz três sessões de gelo durante o dia, e notava melhor impressionante.

Amanhece a quarta e mais uma triste constatação: impossível treinar! Mais um dia off. Nem corrida, nem natação. No entanto, após a segunda sessão de gelo do dia, ao meio-dia, já não sentia mais nada quando andava, nem tampouco quando forçava a perna a externder o máximo possível. Show! Pensamento imediato: AMANHÃ EU TREINO!

Parafernalha do ciclismo arrumada na noite de quarta, esperanças renovadas, fui dormir.

Acordei novinho em folha! E fui ao treino! Tínhamos duas horas de ciclismo com alguns tiros. O treino foi show, e o período de descanso forçado fez-me muito bem!

O detalhe chato do dia ficou por conta da chuva. Lá pelo meio do treino, cái aquele toró. Os pingos batiam em nosso rostos feito pregos, e a intensidade da chuva atrabalhou um pouco a dinâmica do treino. Ainda assim realizamos o treino da maneira que nos foi passado via planilha.

Resumo destes últimos 4 dias: 3 dias de molho e 1 dia de banho.

Alma lavada!

E vamos firmes rumo ao Triathlon Olímpico!!!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MMF - Minha Prova


Foto emblemática
Aos 17km, o sofrimento estampado na face

Como já havia comentado, aqui no blog, tenho uma relação especial com a Meia Maratona de Fortaleza. O histórico de minhas participações serve para demonstrar toda a minha evolução na corrida, especialmente nesta distância de 21km, a qual tanto aprecio.

Entretanto, para a prova deste 2012, eu estava consciente da dificuldade que seria alcançar meu tempo do ano passado. Porém, nem por isto deixei de me esforçar e buscar aquela marca tão significativa para mim.

Já que estou comparando com o ano passado, impossível não comparar também a preparação. Três pontos relavantes foram, no meu entendimento, os responsáveis pela diferença entre a performance alcançada no ano passado e neste ano de 2012. São eles:

1 - Volume. Ano passado, estava eu em meio ao treinamento para o Ironman. Os treinos estavam em sua fase mais intensa, e eu estava completamente comprometido com eles. Assim, a distância de 21km, por si só, não seria qualquer obstáculo. Neste ano, não farei o Ironman Brasil, e o caminho trilhado pelas planilhas, obviamente, é diferente do seguido no ano passado.

2 - Preparo muscular. À época, estava com reforço muscular feito através de treinamento funcional. O trabalho foi muito bem realizado pelo Professor Rossman da Personal Care. Eu estava com muuuuuita força nas pernas. Subidas não eram problemas; eram soluções. Neste ano, não tive tempo para qualquer reforço muscular. Aliás, ficar sem este reforço é totalmente desaconselhável para triatletas e corredores.

3 - Peso. Ano passado, até mesmo por força dos volumes do treinos para o Ironaman, estava com um percentual de gordura baixo. Menos peso, menos esforço para "arrastar" o corpo. A relação do peso é tudo na prática da corrida. Neste ano, apesar de ter chegado à prova com peso razoável, estava ainda uns 2 a 3kg acima do peso do ano passado.

Mas vamos à prova.

Apesar da previsão de chuva, não tinha a menor expectativa quanto a isto. O histórico da Meia Maratona de Fortaleza não nos permite sonhar assim tão alto. A chuva caiu na madrugada. Tal fato só anunciava que o calor viria para rachar nossas cabeças. Esta sim era uma previsão bastante plausível. E, como vocês verão mais adiante, ela veio a se tornar realidade.

No momentos que antecederam a prova, eu estava numa letargia incomum. Não estava "pilhado", e preocupei-me um pouco. Fui aquecer no gramado do Marina Park, e corri uns 200m, apenas para lembrar aos músculos que eles trabalhariam bastantes nas horas seguintes.

Fui para a largada e para o aperto daquele cercado repleto de corredores ansiosos e barulhentos. Quando o locutor falou que faltava muito pouco, o batimento, naturalmente, subiu. Cérebro avisando ao resto do corpo que chegava a hora de começar a festa. Dispara o canhão (largada)! Dispara o coração e a vontade das pernas de se mexeram. Até ultrapassar o pórtico, era impossível correr, e todo mundo fica num passinho curto que nem é corrida, nem andar. Quando o mínimo de espaço é encontrado, corro! Os primeiros 500m é para por em prática a arte de ultrapassar sem cair, nem derrubar. É passar por pequenas frestas entre corpos de corredores, desejando incomodar o mínimo possível.

Ao sair do Marina Park e chegar ao asfalto da Av. Leste Oeste, alívio! Mais espaço, mais velocidade, mais gente para trás, mais caminho pela frente, mais dúvidas. As subidas do início do percurso não pesaram, pois ainda estávamos muito "inteiros" neste momento.

Tentei manter o ritmo próximo ao do ano passado, com o intuito de chegar à metade da corrida um pouco acima do tempo de 2011, para, empós, sonhar em negativar um pouco na segunda parte da corrida. A tática era boa, mas sua execução era uma incógnita.

A verdade é que, nem de perto, cheguei a correr da forma confortável como corri no ano passado. Mas fui! E fui nessa toada durante toda a ida. Pequenos objetivos, escolhidos durante a prova, sendo alcançados. Sem agonia, acompanhando ritmo cardíaco, suplementação (um gel aos 7km e outro aos 14km), e pace.

No momento do primeiro gel, com um copo de água na mão e um gel na outra, ouço um barulho de plástico atritando com o asfalto. Olho para os pés e vejo que o chip descartável havia caído naquele momento. O chip ainda voava pelo asfalto, e tive que voltar uns 5m para recuperá-lo. Agora eram um copo de água, um gel e um chip na mão, e ainda a preocupação de ter que recuprar o ritmo. Este episódio foi f....! Psicologicamente desgastante.

Tomado o gel, bebida a água, verifiquei que o chip havia quebrado bem no engate, não havendo como recolocá-lo. Restava levà-lo à mão mesmo. E foi assim até o final da corrida. Entretanto, minha maior preocupação foi em retomar o ritmo. Na reta que passa pelo aterro da praia de Iracema, consegui voltar ao pace desejado. E continuei.

Percorrida a Av. Beira-Mar e o trecho próximo ao Porto do Mucuripe, feito o retorno, um certo alívio de quem pensa: "agora é só voltar!". Entretanto, quem assim pensa, já demonstra um certo pesar, sofrimento, vontade demasiada em chegar.

Ainda assim consegui segurar o pace. De volta à Av. Beira-Mar, os efeitos do calor começaram a se manifestar. Os postos de hidratação pareciam se distanciar, e a surpresa de encontrar água quente em alguns deles foi desestimulante. Lembro-me bem de, ao chegar no décimo sexto quilômetro, ter pensado que só faltavam 5km. Ou seja, o pensamento já estava na chegada. Mau sinal!

Um quilômetro depois, ao passar pelo marco dos 17km, sentia meu corpo ferver. Um calor gigantesco parecia querer sair de dentro de mim. Meu rosto parecia que iria explodir e rezei para um posto de hidratação chegar logo. O posto de água localizado próximo ao Restaurante Tia Nair serviu para dois verdadeiros banhos. Dois copos de água derramados sobre minha cabeça, e apenas um simples gole de água. Alívio imediato.

Neste momento, as pernas também fraquejaram, e o pace caiu. Foi impossível mantê-lo. O corpo pareceu cobrar a conta do volume, como quem diz: "não estamos treinados para este ritmo além desta distância!". Ainda assim, consegui não baixar tanto assim a velocidade. Daí por diante, a corrida foi mantida somente com o psicológico. A vontade de andar era constante. Quem me viu neste últimos quilômetros deve ter se assustando com a quantidade de caretas. Foram 4km de muito sofrimento.

Ao descer o viaduto, dentro do último quilômetro faltante, consegui um bom pace em função da descida, e, logo em seguida, uma alma caridosa, um corredor um pouco mais velho, olhou para trás e me chamou:

- Vamos lá! Chega aqui do lado! Vamos juntos.

Respondi:

- Não aguento mais! Vai lá que irei no meu ritmo!

Ele:

- Não! Vem!

No impulso, cheguei ao lado dele e fomos até o pórtico num ritmo bem forte. Foi uma chegada diferente. Após cruzar o pórtico, nos cumprimentamos, agradeci sua insistência e ajuda, e parei por alguns segundo, pois andar estava bastante complicado. Recuperada alguma força, olhei no relógio e constatei que havia corrido 03 minutos acima do tempo do ano passado. Fiquei bastante feliz!

Tendo em vista a história da prova e meu condicionamento, foi um excelente resultado! Mas não tenho dúvidas de que estes três minutos foram perdidos nos últimos 4km. Eis a diferença!

Entretanto, eis a parte boa da vida: ANO QUE VEM TEM MAIS! Ainda vou buscar essa marca!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

MMF



E estamos na semana da Meia Maratona de Fortaleza. Esta prova de corrida é o maior evento da modalidade, ao lado da Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, realizado no Ceará.

Sempre em Abril, mês em que se comemora o aniversário de Fortaleza, esta meia maratona consolida-se cada vez mais no cenário - por que não dizer - nacional. Hoje, possui um percurso quase completamente plano. Poucas subidas no ínicio da prova (Av. Leste Oeste) e, já na volta, uma pequena - mas íngrime - subida ao lado da 10ª Região Militar.

Para vencer tais subidas, indico concentrar-se no visual. A beira-mar da Av. Leste Oeste é linda, ainda que a ocupação da área tenha ocorrido de forma totalmente desordenada. Aproveite o início da prova, pois o sol sempre foi um dos astros principais da Meia Maratona de Fortaleza, e promete fazer-se presente, pesando sobre nossos ombros.

Outra dica para amenizar os pesares de uma corrida quente é divertir-se. Preste atenção nos demais corredores. São inúmeras histórias correndo ao seu lado. Interagir é reconfortante, e ajuda a ocupar mente, dissipando um possível sofrimento. Um elogio ou encorajamento recebido é um verdadeiro empurrão em nossas costas. Assim, não negue um estímulo. Faça-o! Pois você pode estar ajudando alguém a concluir a prova, ou mesmo, a superar um desafio pessoal.

E vamos à prova! Domingo, nos veremos por lá!

Vejam os percursos abaixo:





Por fim, importante dizer que, entre erros e acertos ao longo das nove ediçoes anteriores, a organização vem melhorando, ou que, pelo menos, zela por realizar um grande evento.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Corrida e dicas


Leandro em reunião com a equipe

E termina a semana em que o treinador do Red Team nos fez compainha aqui em Fortaleza. Leandro Macedo chegou na sexta-feira passada, e retorna à Brasília hoje. Estas ocasiões são sempre proveitosas, pois inevitavelmente recebemos dicas novas, além de correções, acompanhamento nos treinos, etc.

É claro que nossa equipe, por não ter seu técnico sempre presente, sofre com alguns aspectos do treinamento. De outra banda, minimizamos este ponto fraco com o companheirismo e preocupação dos mais experientes.

A visita de Leandro teve como principal foco o pessoal que está treinando para o Ironman Brasil 2012. Entretanto, os que não irão para esta prova não foram esquecidos. Eu, por exemplo, tive o prazer de receber atenção especial no treino de corrida desta manhã. Minha corrida tem voltado aos poucos e ando bastante empolgado com isto. Aproveitei para "sugar" informações e dicas para os treinos de corrida que visam a Meia Maratona de Fortaleza.

Recebi dicas especiais de treinos em esteira e percepção (feeling) de pace sem a ajuda do gps do relógio (garmin). Novidades virão em minha planilha. Resta pouco mais de quinze dias para a prova, e foco agora é imprescindível. Ainda recebi dicas de alimentação (peso é tudo na consecução de uma boa performance em corrida) e, por fim, preciosa informação de estratégia, tendo em vista o que foi feito na mesma prova no ano passado (parâmetro).

Assim, apesar da semana de treinos ter sido um pouco atrapalhada pelas chuvas intensas, e, ainda, por nosso treinador ter focado no pessoal que vai para o Ironman Brasil 2012 (nada mais justo!), fiquei feliz demais com este último dia de sua estadia aqui em Fortaleza. Foi um treino apenas! Mas seu valor foi inestimável.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Meia Maratona de Fortaleza



Como todos devem saber, a Meia Maratona de Fortaleza aproxima-se. Será realizada em am abril próximo, no dia 15.

Após o Campeonato Brasileiro de Longa Distância, esta meia maratona passa a ser a minha prova alvo do semestre. Tenho um carinho especial pela prova, pois, desde que adentrei no mundo das corridas (e do triathlon), a Meia de Fortaleza é a competição a qual tenho sido mais fiel. Em 2012, será a minha quarta Meia Maratona de Fortaleza seguida.

Apesar do pouco tempo que falta para a prova (menos de um mês), treinarei com afinco para a mesma. Aproveitarei, inclusive, a vinda do treinador do Red Team, Leandro Macedo, o qual ficará quase dez dias conosco neste final de março.

Dificilmente conseguirei a performance realizada no ano de 2011, quando, surpreendentemente, corri solto e fácil, conseguindo uma marca antes nunca imagina por mim. Entretanto, tenho vivido bom momento de treinos neste início de 2012, livrando-me de vez, ao que tudo indica, da lesão no pé direito. Tudo é possível!

No entanto, é bom lembrar que abril é o mês mais quente do ano. Fortaleza ferve. Miragens surgem em meio ao calor que sobe do asfalto. A prova não é nada fácil. Mas isto não é novidade para ninguém.

Vejamos o que me aguarda nesta prova. Que venha a Meia Maratona de Fortaleza!