Ironman Brasil 2011

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

I Etapa Olímpico - Minha Prova



I Etapa Cearense de Triathlon Olímpico 2012
Saindo para a corrida

Sábado passado, 28 de abril, deu-se a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova, mais uma vez, foi realizada nas proximidades do Hotel Marina Park.

Assim como aconteceu na Meia Maratona de Fortaleza, eu, antes da prova, estava um tanto letárgico. Novamente estranhei. Não estou gostando disso! Calmo demais. Muito além do necessário. Quando soou a sirene da largada, tomei um susto. Não estava sequer esperando! Que coisa!!! Mas aproveite o susto e fui.

A natação não foi boa. Vinha sentindo melhoras nos últimos meses, mas, nesta prova, não percebi evolução. A transição entre natação e ciclismo também não foi das melhores, e perdi algum precioso tempo. Fui para o ciclismo e, NOVAMENTE, sem nenhum pelote para ajudar. Notei que, nas últimas provas, tenho nadado entre dois grupos, e isto faz com que, no ciclismo, eu pedale sozinho. Na prova de sábado, não consegui pegar o pelotão da frente, afinal, um pelotão é sempre mais veloz do que um ciclista pedalando sozinho. Entretanto, o pelote que estava atrás de mim também não teve tempo suficiente para me alcançar.

Assim, pedalei praticamente só. Para não dizer que estava só, um garoto do Núcleo de Alto Rendimento da Fetriece pedalou comigo. Ele até que revezou bem no começo, mas, após 3 voltas (de um total de 8), passou a ficar no vácuo quase que 100% do tempo. Não obstante a falta de um pelote, senti a falta de força nas subidas, principalmente quanto estava contra o vento. A falta de musculação está me matando. E assim foi o pedal. Classifico-o como mediano.

Na corrida, até que fiquei impressionado. Consegui impor um ritmo muito bom. Estava correndo como se não tivesse pedalado antes. Leve, sem sofrimento nas subidas. Show mesmo! Entretanto, como estava muito bom para ser verdade, assim que abri a terceira volta (de um total de 4), veio a dor de lado (dor desviada). Dor aguda. Lembrei-me do Ironman Brasil 2011. Mesma coisa! Diminui o ritmo, praticamente parando. A dor passou, mas perdi uma "perna" inteira da terceira volta naquele ritmo ultra lento.

Passada a dor, voltei ao ritmo de antes. E ainda consegui negativar bastante na quarta e última volta. Aproveitei a descida em frente ao IML e dei o sprint final para a chegada. Fiquei muuuuuito feliz pela minha corrida, mesmo com o contratempo da dor de lado.

Problemas a serem resolvidos:

1) iniciar a prova mais "pilhado";
2) natação - foco principal do momento;
3) ciclismo - voltar a ganhar força (trabalho muscular);
4) corrida - identificar a causa da dor de lado (já tenho minhas suspeitas).

Surpresa:

Após sair o resultado, tive a grata surpresa de ter ficado na 2ª colocação da minha categoria. Muito bom!!!

Viva o Tri!!! Keep Tri!!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Triathlon Olímpico - I Etapa do Cearense



No próximo dia 28 de abril, sábado, será realizada a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova acontecerá no Marina Park Hotel, assim como ocorreu com a I Etapa do Triathlon Sprint.

Os treinos, desde meados da semana passada, após a Meia Maratona de Fortaleza, estão fluindo num ritmo excelente. Os companheiros de equipe, que farão o Ironman Brasil 2012, estão muito focados, e são excelentes companhias para os treinos. Assim, treinar não tem sido problema. Muito ao invés. Tem sido sempre muito divertido!

A natação continua firme. O ciclismo, apesar das chuvas que teimam em atrapalhar, também se mantém constante. E a corrida, no momento, está voltando a ser a minha empolgação. É aquilo que tem trazido mais motivação. Hoje, por exemplo, o treino com tiros, nas cercanias do Cocó, foi um espetáculo. Eu, Chicão, Erick e Pedro Mentirinha gastamos a calçada da Av. Sebastião de Abreu. A chuva não permitiu que treinássemos nas trilhas do Parque do Cocó. Mas, como diz o ditado, quem não tem cão, caça com gato.

Quanto ao Triathlon Olímpico, lembro que não é uma distância que me deixa confortável. Entretanto, isto não se configura em motivo suficiente para não competir com afinco.

E vamos ao Olímpico!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

3 dias de molho + 1 dia de banho



Passada a Meia Maratona de Fortaleza, o domingo transcorreu normal, com a endorfina ainda atuando à mil em minhas veias. Foi um dia agradabalíssimo, com encontro familiar, no qual apareceu até mesmo meu irmão mais novo, que estava no Canadá (mas que não se chama Luiz, ou Luiza, - com o perdão do trocadilho infame).

Não obstante os bons momentos do domingo, a segunda amanheceu com uma surpresa ruim. Meu joelho esquerdo estava um pouco inchado, com a mobilidade um tanto comprometida e com uma certa dor. De início, não me preocupou muito, pois sabia que não havia ocorrido qualquer torsão ou trauma físico que indicasse algo sério. Fui trabalhar daquele jeito. Ao final do dia, nenhum melhora significativa. Fiquei na esperança de, ao acordar na terça-feira, o joelho estar normal. Arrumei a bike e toda a parafernalha necessária para o treino de ciclismo.

Para meu espanto, acordei algumas vezes duarante noite e senti um incômodo no joelho. Aquela porcaria estava incomodando a ponto de me acordar. Soa o alarme! Acordo, atordoado, e concluo que não há a mínima possibilidade de ir treinar. Volto a dormir, um bocado triste! No entanto, pensei, melhor cuidar logo para conseguir competir no dia 28 de abril, data em que acontecerá a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico.

Assim, a terça foi off forçado. Nem ciclismo, nem natação. Fiz três sessões de gelo durante o dia, e notava melhor impressionante.

Amanhece a quarta e mais uma triste constatação: impossível treinar! Mais um dia off. Nem corrida, nem natação. No entanto, após a segunda sessão de gelo do dia, ao meio-dia, já não sentia mais nada quando andava, nem tampouco quando forçava a perna a externder o máximo possível. Show! Pensamento imediato: AMANHÃ EU TREINO!

Parafernalha do ciclismo arrumada na noite de quarta, esperanças renovadas, fui dormir.

Acordei novinho em folha! E fui ao treino! Tínhamos duas horas de ciclismo com alguns tiros. O treino foi show, e o período de descanso forçado fez-me muito bem!

O detalhe chato do dia ficou por conta da chuva. Lá pelo meio do treino, cái aquele toró. Os pingos batiam em nosso rostos feito pregos, e a intensidade da chuva atrabalhou um pouco a dinâmica do treino. Ainda assim realizamos o treino da maneira que nos foi passado via planilha.

Resumo destes últimos 4 dias: 3 dias de molho e 1 dia de banho.

Alma lavada!

E vamos firmes rumo ao Triathlon Olímpico!!!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A esquecida natação!



Sou triatleta. Isto é fato! Porém, é notório que os assuntos abordados aqui neste blog são, quase que totalmente, relativos à corrida e ao ciclismo. A coitada da natação acaba sempre em segundo plano. Muito falo sobre corrida e ciclismo. Os treinos de ciclismo são emocionantes; já os de corrida são instigantes. Mas e a natação?

Confesso que isto pode ser uma característica minha. Ou seja, minha valoração à natação não ser a adequada para quem pratica o triathlon.

Sou egresso da corrida, e, portanto, um apaixonado pela modalidade. O ciclismo, por sua vez, é bem difícil no começo. Nos treinos iniciais, via todos indo embora, e eu, esbaforido, perguntava-me:

- Como pode? Estou aqui quase infartando, e esses caras indo adiante, deixando-me longe, e ainda aparentam nem estar fazendo força!

Apesar deste início, o ciclismo vai te cativando, mostrando a emoção da velocidade. Aos poucos o condicionamento vai sendo alcançado e a emoção só cresce. Assim, ainda que um pouco mais lento que a corrida, o ciclismo também vira uma paixão.

E a natação?.... E A NATAÇÃO?....Hummm...

A natação se dá em ambiente que o corpo humano não está assim tão adpatado. O início é muito mais árduo do que o do ciclismo, e não tem a emoção da velocidade para te cativar e fazer insistir. Ou seja, as dificuldades se apresentam bem mais do que o prazer. Para quem nunca nadou quando criança (falo de treinos, escolinha), a coisa se torna ainda mais complicada. Os primeiros dias são um martírio. A respiração, a posição, a mecânica, etc., tudo parece ser demais. São muitos pequenos detalhes a serem combinados de uma vez só. O desestímulo parece ser uma sombra constante!

No meu caso particular, ainda tive muitos problemas de câimbras no início. Sempre que saía da água, mais especificamente, quando meu corpo voltava a ficar na posição vertical, minhas panturrilhas entravam numa contração insana. Fortes câimbras! Esta característica fez-me sofrer muito numa prova de Triathlon Sprint, em fevereiro do ano passado (2011). No entanto, a insistência, ou seja, treinos e mais treinos, fizeram com que estas câimbras ficassem no passado. Ainda assim, os treinos de natação continuavam sendo muito mais uma obrigação do que uma diversão, um hobby.

É óbvio que não posso falar por todos. Aqui, comento apenas a minha experiência pessoal. Como diria Chicó: Não sei, só sei que foi assim!

Entretanto, quando da visita de Reinaldo Colucci (muito comentada aqui no blog), tive a chance de o ver treinando natação, bem como recebi inúmeras dicas. Enquanto Colucci nadava, seu treinador explicava muita coisa, dando informações interessantíssimas. Ainda tive a oportunidade de ver Kal Aragão nadar lado a lado a Colucci. Foi realmente interessante vê-los. Os estilos completamente diferentes. Reinaldo compensa uma técnica menos apurada com muita força, e, principalmente, com pernadas fortíssimas. Aquilo chamou-me a atenção.

Desde então, a natação tem deixado, paulatinamente, de ser uma obrigação. Pus em prática algumas das dicas e senti meu corpo bem mais alinhado à superfície da água, diminuindo o arrasto do famoso nado de pescador de lagoa. Estou saindo da piscina com o sentimento de dever cumprido, mas, principalmente, estou FICANDO na piscina com vontade de realizar o treino.

Este texto, por exemplo, é fruto de uma sensação muito boa sentida durante o treino de ontem, quinta-feira, dia 12 de abril, o qual tive o prazer de fazer a série principal com Carvalhinho. Foi show!

A verdade é que ainda estou muuuuuito aquém de ser um bom nadador, e sempre tenho que, ao sair da água, "correr atrás do prejuízo" nas provas de triathlon. Entretanto, o prejuízo, a cada dia que passa, está menor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Resultados dos cearenses - ITU Triathlon Pan American Cup



No último dia 31 de março, sábado passado, foi realizado o ITU Triathlon Pan American Cup, em João Pessoa/PB. Alguns cearenses viajaram até a capital paraibana para participarem da prova. E eis os resultados:

Atleta
Equipe
Tempo
Categoria
Wesley Matos
Pro
1:58:33
Elite
João Martins Galvão
Fetriece - Núcleo
2:12:22
Sub-23
Natanael Sales
Fetriece – Núcleo
2:25:36
18 a 19 Masc
Ricardo Jesus
Sesi Ceará
2:30:45
30 a 34 Masc
Verônica Menezes
Fetriece
2:36:09
35 a 39 Fem
Francisco Ivanildo
Fetriece – Núcleo
2:36:48
20 a 24 Masc
Heraldo Viana
Ares
2:37:04
35 a 39 Masc
Andrea Queiroz
Red Team
2:43:36
30 a 34 Fem
Pablo Formiga
Zonaalvo
2:46:20
35 a 39 Masc
Lucidio Queiroz

2:47:28
45 a 49 Masc
Rafael Diogo
Zonaalvo
2:49:14
25 a 29 Masc
Pablo Ribeiro
Zonaalvo
2:50:39
30 a 34 Masc
Marcelo Rangel
Zonaalvo
2:51:56
30 a 34 Masc
Ricardo Barros Leal
Ares
3:04:52
25 a 29 Masc
Claudio Amora
Fetriece
4:16:42
TR1 Masc

Vamos aos destaques. Primeiramente, há de se exaltar a performance da Gigante Andréa, a qual tem alcançado resultados expressivos desde meados do ano passado. Desta vez, arrancou o quarto lugar geral na competição e, ainda, o primeiro lugar em sua categoria. Parabenizar Andréa já está virando "lugar comum".

Verônica Menezes também levou o ouro em sua categoria, sendo também merecedora de elogios. Wesley Matos vem confirmando ascensão no cenário da elite do triathlon nacional, e ficou em terceiro. Os garotos da Fetriece também estão em franca evolução. João Martins Galvão foi quarto na categoria Sub-23, Natanael Sales foi segundo na categoria 18 a 19 anos, e Ivanildo foi terceiro na categoria 20 a 24 anos.

Por fim, o paratleta Cláudio Amora, mais uma vez, foi medalha de ouro na categoria TR1.

Parabéns a todos os cearenses que se dispuseram a ir à João Pessoa para participar de mais uma prova da ITU - International Triathlon Union.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Corrida e dicas


Leandro em reunião com a equipe

E termina a semana em que o treinador do Red Team nos fez compainha aqui em Fortaleza. Leandro Macedo chegou na sexta-feira passada, e retorna à Brasília hoje. Estas ocasiões são sempre proveitosas, pois inevitavelmente recebemos dicas novas, além de correções, acompanhamento nos treinos, etc.

É claro que nossa equipe, por não ter seu técnico sempre presente, sofre com alguns aspectos do treinamento. De outra banda, minimizamos este ponto fraco com o companheirismo e preocupação dos mais experientes.

A visita de Leandro teve como principal foco o pessoal que está treinando para o Ironman Brasil 2012. Entretanto, os que não irão para esta prova não foram esquecidos. Eu, por exemplo, tive o prazer de receber atenção especial no treino de corrida desta manhã. Minha corrida tem voltado aos poucos e ando bastante empolgado com isto. Aproveitei para "sugar" informações e dicas para os treinos de corrida que visam a Meia Maratona de Fortaleza.

Recebi dicas especiais de treinos em esteira e percepção (feeling) de pace sem a ajuda do gps do relógio (garmin). Novidades virão em minha planilha. Resta pouco mais de quinze dias para a prova, e foco agora é imprescindível. Ainda recebi dicas de alimentação (peso é tudo na consecução de uma boa performance em corrida) e, por fim, preciosa informação de estratégia, tendo em vista o que foi feito na mesma prova no ano passado (parâmetro).

Assim, apesar da semana de treinos ter sido um pouco atrapalhada pelas chuvas intensas, e, ainda, por nosso treinador ter focado no pessoal que vai para o Ironman Brasil 2012 (nada mais justo!), fiquei feliz demais com este último dia de sua estadia aqui em Fortaleza. Foi um treino apenas! Mas seu valor foi inestimável.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Abril do Ironman Brasil



Está chegando abril. Quem já fez o Ironman Brasil, sabe muito bem o que este mês significa.

Abril traz, em seu dia inaugural, o famoso Dia da Mentira. Mas, paradoxalmente, também traz a única verdade para os triatletas que pretendem fazer o Ironman Brasil: é chegado o mês mais difícil do treinamento. O mês em que tudo parece não ter fim, inclusive o sofrimento. Treinos gigantes, transições pesadas.

E, para o cearense, talvez o nordestino em geral, ainda tem um "plus" de sofrimento. Trata-se do mês mais quente do ano. Umidade altíssima, pouco vento (se é que isso é possível aqui no Ceará!!), e um sol que mais parece convergir todos os seus raios para a cabeça do triatleta em treinamento.

Mas tenho a solução para o problema (se é que você encara isto como um problema): COMPROMETIMENTO! Ano passado, quando fiz meu primeiro e único Ironman (até agora!), estava focado de tal modo que abril passou num piscar de olhos. E mais. Temos a Meia Maratona de Fortaleza e a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. Tais eventos fazem com que o mês transcorra ainda mais rapidamente.

Assim, não tenho medo de lhes dizer que, caso encarem os treinos de frente, focados, comprometidos, resolutos de que querem passar pelo pórtico de chegada do Ironman Brasil, abril passará sem maiores problemas, e será um mês de treinos memoráveis, inesquecíveis.

Por fim, faço-lhes somente um alerta. Cuidem bem da recuperação no pós-treino. Alimentação, suplementação, alongamentos, e, sono em dia, são exemplos de pontos que deverão ser objeto da preocupação do triatleta em treinamento para qualquer Ironman.

No mais, desejo boa sorte a todos neste abril de 2012. Que venham os treinos!!!

terça-feira, 20 de março de 2012

Brasileiro de Longa Distância - A Prova



Red Team após a prova do Longa Distância


Difícil! Eis a palavra que me vem à cabeça na hora de adjetivar a prova realizada no último sábado. E ainda parece um eufemismo. Sério mesmo. É um verdadeiro desafio. E não só pela distância, mas, muito mais, pelas condições climáticas e de percurso.

O Campeonato Brasileiro de Longa Distância, realizado em etapa única, é o que podemos chamar de uma prova casca dura. E, neste ano, os requintes de crueldade da mãe natureza foram a tônica em toda a prova.

Antes de relatar a minha prova, insta dizer que o local para realização da prova é de uma beleza ímpar. Confesso que não conhecia e que fiquei, assim como muitos, abismado com o visual de todo o percurso, principalmente da transição e da corrida. Vale mencionar também todo o esforço da FETRIECE em realizar uma evento merecedor de um Campeonato Brasileiro, o qual serve como classificatório para o Mundial de Longa Distância a ser realizado na Espanha, em julho vindouro.

Ainda sinto-me na obrigação de dizer que fui um dos que criticou o percurso do ciclismo divulgado dias antes da prova, alegando que o mesmo retirava a essência de uma prova de longa distância. O percurso era travado, com cinco voltas, em pistas relativamente estreitas para o tráfego de mais de 200 atletas. Entretanto, a FETRIECE adotou postura proativa e tratou de buscar soluções. Conseguiu ampliar o circuito, diminuindo as voltas do ciclismo para três, o que fez total diferença.

A Prova

A natação foi realizada no mar que fica à frente do Hotel Vila Galé Cumbuco, próximo a um pico de surf conhecido como Pico das Almas. A maré baixa só fez com que as ondas ficassem maiores. Foi uma natação dificílima. 3000m sendo sacudido para cima e para baixo. Em vários momentos as braçadas sequer saíam da água, e, em outros, dávamos braçadas no vazio, tudo em função das enormes ondulações que enfretávamos. Alguns amigos relataram que foram vítimas de "caldos" ao sair do mar, pois as ondas estavam mesmo grandes.

Nesta prova, no meu caso específico, enfrentei uma dificuldade antes nunca encarada por mim. Orientei-me muito mal. Perdi tempo e nadei muito mais do que o necessário. Esperava contar com a corrente, a qual não me arrastou como eu esperava. Ainda assim, conseguir um tempo muito bom para minhas condições de preparo. Já havia ficado feliz com o tempo da primeira volta, e fiquei mais ainda em sair da água em bom estado para as demais etapas da prova.

Minhas transições foram lentas, e vi que tenho que melhorar neste aspecto. A T1 foi menos ruim que a T2, mas, ainda assim, perdi tempo com besteiras. O fato curioso da T1 fica para as palavras do amigo Parahyba, o qual, no trajeto entre a praia e o local onde estavam as bicicletas, falou:

- Ei Elano, vai pensando aí no relato para o blog. Transição difícil com uma duna na saída da praia!

E riu. Aliás, rimos.

No ciclismo, já bem no início, fomos apresentados a uma subida cruel que tratou logo de castigar nossas pernas. Em seguida, o vento deu as boas-vindas. E foi assim até o retorno já na rodovia estruturante, após o posto do garrote. Subidas com vento na cara faziam com que tivéssemos a certeza de que a natureza tinha tirado aquele dia para nos ensinar a não a desafiar. Após o retorno, vento empurrando e velocidade alta para nos animar. O percurso de volta nos dava nova alma para continuarmos. E assim foi por três voltas, só tendo a mencionar que o vento aumentava gradativamente. A última volta foi de superação.

Vale ressaltar a organização da FETRIECE nos retornos e, principalmente, na entrada da rodovia estruturante. Não vi um acidente sequer. Pode até ter ocorrido, mas eu não vi nada.

Na T2, como já adiantei, enrolei-me bastante. O tênis foi parar longe, e fui buscar. Soltei uns palavrões, o que arrancou risadas de alguns staffs. Aconteceu de tudo. Mas saí para correr sabendo que o pior estava por vir.

Logo no ínicio da corrida, de novo, aquela famigerada subida. Correndo, ela parecia bem mais íngrime. Após chegar no percurso no alto da duna, pretensamente plano (mas que de plano não tinha quase nada), as pernas foram começando a responder melhor. Mas leve enjôo por causa dos géis de carboidrato atacou-me. Ainda assim continuei "empurrando" os tais géis para dentro, sob pena de quebrar por falta de forças.

A vontade de parar era constante. O corpo joga contra. A cabeça é quem comanda tudo, e se você deixar o abatimento te dominar, já era. A força mental, neste momento de uma prova tão dura, é a grande chave para o sucesso. Desisitir não pode ser uma opção, NUNCA!

Até que, no meio da segunda volta da corrida (eram 4 voltas ao todo), apareceu a minha amiga de provas, a tal Coca-Cola. Mandei um copo para dentro e esqueci o gel. O problema é que havia apenas um dos postos de hidratação com coca-cola. Mas ainda assim recebi um ânimo a mais, mentalmente e fisicamente. Impressionante! Consegui manter o ritmo. Fui ultrapassado por concorrentes da mesma categoria, mas eu estava ali fazendo o que podia. Não resta dúvida que tenho que melhorar meu desempenho na corrida em provas de triathlon, mas este é justamente o grande segredo a ser alcançado pelo triatleta.

Cheguei ao pórtico final com tempo muito melhor do que o esperado, e fui recebido pela minha linda mulher com um forte abraço. Desafio cumprido. Felicidade à mil. Confraternização com os companheiros de equipe. Todos, aliás, deram-se muuuuuuito bem. Foi um espetáculo!

Entretanto, alguns participantes foram orientados a dar mais meia volta na corrida, fato que causou desconforto. Criaram-se dois grupos. Um que teria corrido cerca de 18km, e outro que percorreu os 20km. O primeiro grupo fez o percurso de acordo com o que foi orientado no congresso técnico. E neste grupo inclui-se a elite. O outro grupo recebeu a informação de fazer mais meia volta já durante a corrida, e isto viria a causar confusão no pós-prova.

A organização, entretanto, até onde fiquei sabendo, identificou os atletas que correram mais e fizeram redução de tempo médio, cerca de 12 minutos. Desta forma, buscou, da melhor maneira possível, corrigir a falha.

Minha colocação

Ao final da prova, saiu uma lista com um pré-resultado. Fiquei em oitavo na categoria, e quarto lugar cearense. Feliz da vida, fui embora. No dia seguinte, o amigo Gilberto, conhecido como Carioca, avisou-me que fui chamado para o pódio. Estranhei bastante. E fiquei no aguardo da lista com o resultado final.

O resultado foi divulgado e vi que realmente estava no pódio, em quarto colocado. Entretanto, estudando a lista, concluí que havia um erro. Todos da categoria haviam recebido uma redução de 8 minutos relativos a largada em ondas. Tudo certo! Entretanto, eu recebi estes mesmo 8 minutos e mais 12 minutos. Suspeitei que fossem os 12 minutos que foram dados para quem correu mais meia volta. Porém, não é o meu caso. Corri as quatro voltas fechadas assim como orientado no congresso.

Tratei de procurar a FETRIECE para corrigir a falha. Quanto à vaga para o mundial, não há insjustiça porque minha movimentação nas posições se deu dentro do intervalo que classifica para a Espanha. Entretanto, quanto ao pódio, a mudança acaba por provocar injustiça. O quarto colocado recebeu o troféu de quinto. E o quinto sequer recebeu o troféu por ter sido realocado para sexto. E eu, que sequer estava lá no momento da premiação, não deveria sequer ter recebido nada.

Verificando a lista, vejo que meu posto de fato é o da 8ª colocação. Este sim é o condizente com meu tempo de 5h:02m altos.

sexta-feira, 2 de março de 2012

As minhas sextas-feiras



Vontando à prática de treinos intensos e volumosos, hoje, sexta-feira, relembrei uma característica minha que já havia notado à época dos treinos para o Ironman de 2011.

Digo que é uma característica porque ela se repetia fielmente por todas as sextas-feiras. Após toda a semana de treinos, eu acordava na sexta-feira como se não tivesse dormido, como se não tivesse recuperado as forças, organismo com sensação de exaustão.

E hoje foi assim! Acordei como se tivesse acabado de deitar para dormir. Ombros caídos, pernas pesando uma tonelada. Mas fui ao treino. E com a ajuda dos amigos, consegui fazê-lo por inteiro. Foi duro, mas foi bom!

Dizem que a sensação pós-treino é o que vale a pena no esforço. Mas a sensação após aquele treino no qual você tinha absoluta certeza que não terminaria, ou que sequer começaria, é muuuuuuito melhor.

Aaahhhh.... o mais impressionante dessa minha característica das sexta-feiras é que, para os treinos longos do sábado e domingo, eu amanheço "zerado", pronto para a pancada, novinho em folha. Impressionante! Cheguei a levantar a hipótese de que a sensação de exaustão da sexta-feira seria meu corpo preparando-se para os treinos longos do fim de semana. Sinceramente, não sei! Não sou especialista na área e nunca busquei informações sobre isto. Mas, de qualquer forma, não tenho dúvidas de que o corpo humano é mesmo a máquina mais perfeita que existe.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Blog do Max - Postagem para os Pais



Acabei de ler uma postagem, entitulada FILHO DE PEIXE NADA, no extraordinário Blog do Max - Kona Bikes. Trata-se de reflexões de como pais esportistas lidam com seus filhos em relação à prática de esportes. Para quem é pai, é leitura compulsória. Vejam:

"Creio que todo o praticante de esportes àvido - seja amador, profissional ou ocasional - nutre um desejo quase nunca reprimido que seus filhos "tomem gosto pela coisa", que vem a ser o mesmo esporte praticado ou adorado pelo pai. Sonhando acordado, o peladeiro de fim de semana olha seu pequeno chutando uma bexiga no primeiro aniversário e já imagina um futuro camisa 10 canarinho; o nadador Master que acabou de ser pai compra uma pequenina sunga antes mesmo de comprar a primeira fralda para o seu futuro Popov, e, como não poderia deixar de ser, todo o filho de um ciclista apaixonado acaba ganhando um autógrafo  do vencedor do Tour ou do Giro antes mesmo de saber quem é Ronaldo (dinho ou dão).

Um pouco disso tem a ver com laços afetivos entre pais e filhos. O jovem que tem em sua memória emocional registros positivos relacionados às figuras maternas e paternas envolvidas com esportes acaba talvez com uma propensão maior a buscar, para si, registros semelhantes. Essa é a vertente positiva da herança esportiva - "eu pratico o esporte que meu pai ou minha mãe praticava porque isso está associado, de alguma forma, a um registro de felicidade, bem estar, energia positiva". E essa vertente é positiva sobretudo porque nasce espontaneamente. Ninguém obriga ou força esse jovem a fazer o que seus pais faziam. Ele o faz por impulso próprio. Ele abre a porta que conduz ao esporte pelo lado de dentro, com suas próprias mãos.

O lado escuro dessa vertente, não menos real,  acontece quando a mesma porta que leva ao caminho do esporte  é forçada de fora para dentro, e o jovem ou a criança são retirados de seu mundo para praticar uma atividade cujo objetivo primário é preencher as frustrações de seus pais (ou as neuroses políticas de seus países). Todo o resto - a felicidade, o bem estar e a energia positiva - são acessórios opcionais de um pacote indesejado, levando ao caminho doloroso do esporte sem paixão.

Quem vive em meio a atletas sabe o quanto esses cenários são verdadeiros, e acaba descobrindo também que os exemplos relacionados às frustrações e neuroses não são poucos. Eu, pelo menos, já vi de perto mais casos do que gosto de lembrar, e talvez tenha sido por isso que tomei cuidado redobrado ao apresentar o mundo dos esportes para os meus pequenos (quando eles eram pequenos....).

Num raciocínio extremamente simplista, sempre acreditei que o exemplo falaria mais que mil palavras, e foi assim - fazendo e praticamente nunca falando - que levei para eles a minha mensagem. Enquanto eles cresciam, papai nadava, papai pedalava, e de vez em quando papai corria. Às vezes papai chegava cansado, às vezes chegava atrasado, e às vezes mamãe brigava com ele porque chegava cansado demais e atrasado demais.  Mas fora isso, papai parecia feliz fazendo o que fazia. Alias, parecia não. Papai era, e continua sendo, extremamente feliz praticando seu esporte. Portanto, papai acabou mostrando que ser feliz é possível na prática, e que ao menos um caminho viável, honesto e não muito complicado existe.

Por outro lado, talvez num excesso de zelo para não entrar no lado escuro da força, nunca fiz da prática esportiva uma obrigação para os pequenos. Embora todos os três tenham passado pelo circuito "escolinha de natação, escolinha de vôley", no dia em que aprenderam a nadar a obrigação da escolinha de natação acabou, e da escolinha de vôley não saiu nenhum pós-graduado. E embora eu já tenha me perguntado mais uma vez se não deveria ter insistido um pouco, acabo sempre voltando e me firmando à noção de que a linha que separa "incentivo" de "imposição" é tênue, e que mesmo que ao cruzá-la sejamos bem sucedidos (ainda bem que meu pai me obrigou a nadar, me disse uma vez um grande nadador), continuo achando que o componente emocional é o que vem em primeiro lugar. Praticar esportes tem a ver com bem estar emocional e físico, e o segundo não existe sem o primeiro.  E continuo achando também que a porta para a prática esportiva só leva a um bom caminho se for aberta por dentro. Ficar esmurrando do lado de fora, ou arrombar, é receita para desastre emocional do jovem.

Como fruto dessa crença e da opção que se seguiu, hoje nenhum dos meus três filhos pratica esporte de forma catedrática - embora cada um pratique alguma forma de exercício moderado. E apesar de que certamente sempre tenha ficado com um olho de olho naquela bendita porta na esperança de um deles um dia a abra, não sou frustrado nem triste pelo fato dela (ainda?) permanecer fechada. Antes assim do que ter em casa um campeão trazendo nas costas  troféus para minhas prateleiras imaginárias, ou tendo acorrentadas ao peito medalhas que eu nunca fui capaz de ganhar.

Mas um dia atrás do outro é realmente uma coisa curiosa. Ontem - ontem ainda - meu filho do meio disse que iria começar a nadar. "Estou com vontade de fazer algum esporte mais regular", foram as palavras dele, que atualmente é músico em tempo integral e goleiro titular em peladas de fim de semana. Nem tive tempo de respirar. "A que horas mesmo começa a aula da faculdade oito e meia então você pode fazer como eu fazia na sua idade vai nadar de madrugada que dá tempo e sobra eu vou com você fazer o teste conheço todo mundo lá você vai adorar tenho certeza vai desenvolver seu  corpo de forma harmônica o que estamos esperando vamos lá". Se não foi isso foi mais ou menos isso.

Imagine. E eu imaginei! Com essas mãos que parecem uma raquete de frescobol e pés que dispensam nadadeiras! Com essa altura toda! Em um ano vai baixar de um minuto nos 100 livre. Xuxa...Gustavo Borges...Cielo....Popov...Thorpe....Ian Quint!

Mal meu filho entreabriu a porta, eu já tinha derrubado ela com parede e tudo e estava prestes a arrancá-lo de seu mundo para o meu.

Temos realmente que nos controlar. Às vezes, pouco pode a razão diante de uma grande paixão"

Já citei a fonte. E agora aí vai o link para quem quser conhecer melhor aquele blog: http://maxkonabikes.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Chuva x Treinos para o Ironman



Sei que muitos triatletas cearenses farão seu primeiro Ironman em maio vindouro. E, como sabido, os treinos para o Ironman Brasil dão-se entre janeiro e maio de cada ano. Assim, invariavelmente, pegamos o período chuvoso aqui do Ceará.

Assim, impossível não ter aquela constante preocupação com os treinos de ciclismo. Dará ou não para treinar? Conseguirei treinar a contento mesmo com essas chuvas assolando nosso estado? Terei que comprar um rolo? Faço spinning? Estas são perguntas comuns entre os que estão se preparando, aqui no Ceará, para o Ironman Brasil.

Diante de tais dúvidas, venho contar minha experiência. Vale mencionar que tenho como parâmetro apenas o ano de 2011, tendo em vista ter feito apenas o Ironman Brasil daquele ano. Porém, foi um ano bem chuvoso, e, acho eu, servirá de comparação.

Pois bem! Eu não comprei rolo. Aliás, não tenho até hoje. E não fiz uma aula sequer de spinning. Não sei se contei tanto assim com a sorte, mas o fato é que consegui fazer os treinos de ciclismo para o Ironman sem maiores problemas. Se peguei chuva durante os treinos? Claro que sim! Mas nunca saí de casa para treinar com a chuva já caindo. Se perdi algum treino por ter amanhecido chovendo? Claro que sim! Mas foram, NO MÁXIMO, três ocasiões.

Não me preocupei com isso, e busquei somente fazer o que dava para fazer. Mas o fiz bem feito, com comprometimento. Obviamente os treinos de maior volumes tem de ser respeitados. Lembro-me bem de ter perdido um treino de 160km, e isto deixou-me um tanto estressado. Mas logo vi que outros viriam, e a coisa fluiria normalmente. E assim aconteceu!!

Portanto, não deixem a ansiedade lhes trazer problemas. Estes, já bastam o normais do dia-a-dia. O triathlon é nosso hobby, e não deve nos consumir a este ponto. Assim, apenas planejem bem, mas não sofram se algo sair do script. Um desvio ou outro no caminho não significa que você não chegará ao ponto final.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Eu treinei com Reinaldo Colucci



Eu e Reinaldo Colucci


É! É isto mesmo! Mal o carnaval acabou, e já na quinta-feira, Reinaldo Colucci estava desembarcando em terras alencarinas para ministrar uma Clínica sobre o triathlon. O evento consistia em algumas palestras (teoria) e alguns treinos (prática).

Foi show!

Na quinta-feira, 23.02.2012, tivemos apenas um evento promocional na Farmácia Pague Menos, onde foram apresentados produtos de suplementação alimentar da Midway, onde o Colucci também compareceu e concedeu autógrafos para quem se fez presente. Eu, como se vê na foto abaixo, garanti o meu.



Meu autógrafo! Pode valer ouro num futuro próximo!


Na sexta-feira, pela manhã cedo, Colucci fez o seu treino, e tivemos a chance de acompanhá-lo no aquecimento. No final da manhã, deu-se o início propriamente dito da clínica. Uma excelente palestra contando a história de nosso maior triatleta em atividade desde seu início nos esportes. Uma espécie de biografia esportiva. Nesta palesta, percebi Colucci ainda um tanto formal. Porém, tratava-se de um primeiro contato mais aproximado com os participantes da clínica. O ponto alto desta palestra foi o fato dele ter escolhido três provas que o marcaram, e nos ter contado os detalhes das mesmas.



Colucci palestrando


Ainda na sexta, no final da tarde, aconteceu outra palestra. Desta vez tratando de conceitos do triathlon, treinamentos das três modalidades, comportamento psicológico, etc. Esta palestra foi um verdadeiro espetáculo. Colucci, neste momento já transformado em Reinaldo, bem mais à vontade e interagindo 100% com a galera, foi minudente. Iniciou com possíveis "segredos". E enfatizou: estes tais segredos NÃO EXISTEM! É treinamento sério e vontade de vencer. Passou por cada modalidade informando treinos chaves para uma boa performance, inclusive tratando de biomecânica. Também comentou nutrição, dizendo até mesmo o que ele usa de suplementação. A palestra foi tão boa que, quando olhei para o relógio pela primeira vez, já passava das oito horas da noite. E nosso papo estendeu-se até 21h.

No sábado, pela manhã, atividades práticas de corrida. Um aquecimento seguido de educativos bem interessantes e, empós, tiros. Tudo isto com a informação adequada, apontado o intuito do treino. Ou seja, faça assim, para obter resultado assim. Tudo muito bem explicadinho! Vale lembrar que os treinos eram acompanhados e orientados pelo Técnico Eduardo Braz, o qual acompanhava Reinaldo.

Na tarde do sábado, fomos à piscina. E as dicas da natação não deixaram a desejar. Cada educativo casca grossa que me fez suar só de ver do lado de fora da piscina. Tivemos até orientações de treino de esteira. Show!! Uma das coisas que mais me chamou atenção, foram as informações de quantas vezes o Reinaldo costuma fazer cada coisa durante a semana. Assim, tínhamos uma clara ideia de como se desenrola o treinamento de um profissional.



Colucci e Kal Aragão




Turma que aproveitou
os ensinamentos da natação

Por fim, no domingo, fomos à CE-040 para um treino de ciclismo. Reinaldo nos mostrou treinos de Big Gear e Race Cadence, informando como se deve executá-los e para que servem. Após, fizemos cinco tiros de 5min com intervalo de 1min girando. Reinaldo puxando o pelote que, animado, suava para o acompanhar. Vale dizer que, durante o treino, o técnico Eduardo Braz deu inúmeras dicas de ciclismo. Concomitantemente, os participantes revezavam ao lado de Reinaldo, sugando-lhe as mais dversas dicas e informações.



Ao terminar o treino, Reinaldo reuniu a galera e agradeceu bastante a iniciativa. Disse que adorou a experiencia e que está aberto para novas oportunidade. Alguns participantes manifestaram-se sobre a clínica, em geral agradecendo a Reinaldo e Eduardo. E a sessão tietagem começou: fotos!



Quando achei que não veria mais nada, soube que Reinaldo faria, ainda, 5 tiros de 1km. É óbvio que eu não perderia isso por nada neste mundo! Foi insano! Vê-lo correr no estacionamento do Iguatemi e cercanias do Parque do Cocó foi um espetáculo à parte! Policiais e pedestres que viam aquela figura longilínea, quase voando, com pés que mal pareciam tocar o chão, calcanhares erguidos, numa postura que não se alterava nem mesmo no último tiro, ficavam boquiabertos. Porém, o sofrimento/esforço estava estampado no rosto, e lamentei não estar com celular em mãos para registrar o momento. Vi que alguém gravou, e tentarei conseguir este vídeo para compartlhar com vocês!! Foi de arrepiar!

Foi realmente ímpar! Ter, aqui, treinando ao nosso lado, o maior expoente do triathlon nacional em atividade, podendo vir a ser, em futuro bem breve, o maior do Brasil de todos os tempos, foi algo que ficará para a história.

Agora, a empolgação com os treinos foi à mil, e a torcida por Reinaldo Colucci também. Londres vem aí, e o cara está totalmente focado. Força, Colucci!!!

Quem quiser saber um pouco mais, clique aqui!!


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnatreinos

 
Jurerê Interncional - Minutos antes da largada Ironman 2011

 E chegamos a quarta-feira de cinzas. Mas, no meu caso, as únicas cinzas que vejo são de muitas calorias queimadas nestes cinco dias de carnaval. E não foi pulando, não!! Foi à custa de muito esforço: treinos!!

Segundo o Wikipédia, "a quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte."

 Assim, tendo em vista o sentido atribuído à quarta-feira de cinzas, aproveitemos e convertamos nosso modo de vida. Você que, neste carnaval, tomou mais litros de cerveja do que os litros de água existentes no Oceano Atlântico; você que deixou o próprio fígado pedindo arrego; você que celebrou a diversão em tempos que não se faz outra coisa; você que cultiva o sedentarismo e os demais fatores de risco para doenças cardíacas e afins; deveria aproveitar o momento e mudar. Mas aproveite o impulso. Não deixe a oportunidade passar. Converta-se! Saia de casa e faça exercício, nem que seja uma boa caminhada. Force-se a conhecer um mundo novo. Ou melhor, o mesmo mundo em que você vive sob nova perspectiva. Viva a vida, prolongando-a! E não fazendo inúmeras coisas que só diminuem seus dias.

Quer uma dica? Comece frequentando lugares onde o estilo de vida saudável é a tônica. Observe as pessoas, seus semblantes, sua alegria, etc. Troque ideias. E, mesmo que se sinta, no primeiro momento, um peixe fora d'água, insista um pouco. Nenhuma mudança é fácil! Mas tenha em mente que ela é estritamente necessária. Vai! Dou a maior força!

Meu carnaval

Com muito medo de pedalar na CE-040 no sábado, tendo em vista ser a via que liga Fortaleza às praias do Litoral Leste (principais redutos de grandes festas de carnaval), decidimos mudar o treino de ciclismo para corrida. E foram 12km corridos com os amigos Pedro e Walter. A chuva nos brindou, dando as boas-vindas do carnaval.

No domingo, 18km nos esperava. Eu e Pedro, firmes, rumo ao meu primeiro longão desde o Ironman Brasil 2011. Saímos do estacionamento do Iguatemi e fomos até o Alphaville Eusébio. Um céu nublado também facilitou nossa vida, apesar do sol ter aparecido ao final.

Na segunda, mais corrida. 7,5km na Beira-Mar de Fortaleza, com uma esticada nos últimos 2km, a qual me fez lembrar um passado recente. A emoção da volocidade é indescritível.

Na terça, informados que muitos haviam pedalado no carnaval e davam notícias de calmaria na CE-040, resolvemos fazer o treino de ciclismo. Era uma transição: ciclismo + corrida. Foram 71km de ciclismo, com alguns tiros longos, seguidos de 5km de corrida. Espetacular! Terminar um treino duro, sentido-se bem, é bom demais!!

E nesta quarta-feira de cinzas, 10,5km de corrida na Beira-Mar, recheados com 9 tiros de duração e intensidades variadas. Ao final, fomos agraciados com um banho de mar, o qual estava transparente e calmo, tal qual uma piscina natural caribenha. Impressionante! Com água à altura do pescoço, via-se com nitidez cristalina os próprios pés. Foi um grand finale para uma feriadão espetacular.

E vamos firmes e fortes rumo ao Campeonato Brasileiro de Longa Distância, a ser realizado no dia 17 de março, na Lagoa do Banana, Cumbuco, Caucaia-CE.

Um aperitivo

E para aqueles que farão o Ironman Brasil 2012, aí vai um aperitivo. Trata-se de uma sequência de vídeos particulares feitos no Ironman Brasil 2011. São da largada! Sintam a vibração. Duvido não se arrepíar após o som da buzina que anuncia a largada. E reparem no "formigueiro" de gente no mar e no sol nascendo.