Ironman Brasil 2011
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
30 Anos de Triathlon no Brasil
Para quem não viu, sugiro que se esforce para assistir ao programa sobre os 30 anos de triathlon no Brasil, o qual foi exibido pelo canal Sportv.
Para ajudar a galera, aí vai o link para assistir a íntegra do programa.
30 ANOS DE TRIATHLON NO BRASIL.
Divirtam-se!!! E aprendam um pouco mais sobre este esporte maravilhoso!
Local:
Fortaleza - CE, Brasil
Oi.... voltei!
E aí, galera? Pois é, estou de volta. Será que aparecerei por aqui com mais frequência? Sinceramente, não sei! Mas tentarei.
Desde o nascimento do caçula/mais novinho/coisinha, foram apenas 3 postagens. É! Desde 27 de junho, postei apenas três vezes. Foram 4 meses onde a prioridade MÁXIMA era o pequeno. Falo máxima porque ele, assim como seus irmãos, nunca deixarão de ser a prioridade.
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| Coisinha hoje, aos 4 meses. |
Entretanto, o trithlon não ficou de todo encostado. Nos primeiros meses, treinei quando era possível. Providenciei um rolo para a bicicleta, e este salvou-me incontáveis vezes. Já no terceiro mês a coisa começou a ficar mais rotineira. E rotina significa possibilidade maior de treinar. Consegui manter uma regularidade (se é que posso assim dizer) bem melhor. Hoje, já em meados do quarto mês de vida do menorzinho, a rotina e a regularidade já são fato. Treino há duas semanas conseguindo fazer 100% dos treinos. E - detalhe - com empolgação redobrada.
A intenção era fazer o Cabra da Peste, prova com distância de um Meio Ironman, realizado aqui no Ceará. Entretanto, não foi possível voltar a treinar com tempo suficiente para a periodização necessária. Resolvi não arriscar, e inscrevi-me no triathlon olímpico que ser realizado na mesma oportunidade do Cabra da Peste.
Após esta prova, chega a intertemporada, e com ela algumas provinhas de corrida de rua que animam o calendário e os corredores de Fortaleza. Minha queridíssima mulher voltou a treinar, e também recuperou a empolgação de outrora. Ano que vem promete! Mas isto é assunto que renderá inúmeras postagens neste blog.
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| Já treinando. Sequiosa por uma Maratona! |
O Ironman Brasil 2013 vem aí. E, com ele, todo um período de treinos cheios de histórias a serem contadas.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Ironman Brasil
Duas semanas afastado do blog, mas não sem vontade de trazer notícias. É que foi a última semana de preparação para o Ironman Brasil 2012, e, apesar de eu não particpar, vi todo o treinamento de alguns amigos, inclusive do Red Team.
Acompanhar a prova à distância, esperando notícias via telefone e internet é um exercício de paciência. A torcida pelo amigos é grande, e nos deixa bem ansiosos. Mas a rede de informações que se formou foi muito legal. As notícias chegavam via Facebook, Whatsapp, etc. Deu para acompanhar à contento.
Os resultados dos cearenses foram realmente expressivos, e deixa clara a evolução, de um modo geral, da performance do triatleta cearense. Há de ser dado destaque a alguns nomes. Como não posso elencar todos aqui, elegi 04 (quatro) amigos que realmente merecem a menção. São eles:
Rafael Arias, o Tobinha
O garoto "destruiu" em Floripa com o tempo de 9:31h. Ficou em 3º da categoria e, pasmem, um absurdo 46º geral. Infelizmente, Tobinha não conseguiu a vaga para Kona, visto que sua categoria só qualifica um atleta para o Mundial no Havaí. Sonho adiado. Repito, ADIADO! Não tenho dúvidas de que ele conseguirá esta vaga.
Rommel (Doctor Jekyll and Mr. Hyde)
Apesar de não ser mais uma surpresa, pois o Dr. sempre demonstra excelente performance, Rommel conseguiu baixar ainda mais seu tempo em Ironman. Mandou em 9:47h. Dizem que a diferença entre os campeões e os reles mortais é a vontade desmedida pela vitória, não importando o sacrifício que tenha que ser feito. E esta caracterísctica, ao meu ver, está presente na personalidade do Dr.
Marcelo, "Seu" Polícia
Foi outro que fez seu tempo anterior despencar. Salvo engano, a redução foi de pouco mais de uma hora. Chegou no pórtico final com 10:11h. Que evolução!!
Pedro Vasconcelos, o Mentirinha
Este foi a dono da evolução mais espetacular entre todos os cearenses. Chegou com 10:59h, conseguindo reduzir sem tempo anterior em impressionantes 1:52h. Seu resultado torna-se ainda mais expressivo quando sabemos que Pedro, em passado bem recente, era obeso.
Bom, estes são os quatro triatletas que escolhi para mencionar e parabenizar especificamente. Entretanto, como já mencionei alhures, isto não tira o mérito de todos os demais, principalmente aqueles que fizeram a prova pela primeira vez, conseguindo, assim, o título de IRONMAN. Não é para qualquer um, viu? Parabéns a todos!!!
Semana seguinte!!!
A semana que sucedeu o Ironman ainda transcorreu sob a magia da prova. Todos colhendo os louros da vitória e contando suas experiências. Nós, os que não participaram, ávidos por notícias, ainda discutíamos e ansiávamos por saber todos os detalhes. E, O MAIS IMPORTANTE, tratava-se da semana em que as inscrições para o Ironman Brasil 2013 seriam abertas.
Falar em semana parece inapropriado, visto que as isncrições para as provas de Ironman tem se esgotado, no mundo todo, em poucos minutos após a abertura. Para o Ironman Brasil 2013 não foi diferente. Sexta-feira, 01 de junho de 2012, às 11h da manhã, um enorme número de triatletas estava à frente de seus computadores. Não tenho dúvidas de que a tensão foi companheira da maioria deles. É uma corrida contra o tempo. Esperar o link finalmente aparecer, clicar nele e correr para fazer todo o procedimento com a maior brevidade possível, na esperança das vagas não esgotarem até que você conclua todos os passos.
Pois é! Não tem para quem quer! São 2.000 (duas mil) vagas que se esgotam em menos de 20 minutos. E pasmem! A inscrinção é feita mediante o pagamento da "bagatela" de US$ 700,00 (setecentos dólares).
Por fim, ver o registro completo, garantindo sua vaga para uma prova que somente será realizada daqui a um ano, e ainda assim ficar extremamente feliz, é realmente algo que só o Ironman pode proporcioar. Vencida a primeira batalhar para fazer um Ironman!! EU ESTOU INSCRITO!
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Pague Menos
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| Foto da prova Até nisso a Pague Menos é caprichosa |
Antes de mais nada tenho que me desculpar pela ausência. O blog anda um tanto esquecido, mas não é sem motivo. Passei duas semana sem conseguir treinar normalmente, tendo feito, quando muito, metade dos treinos previstos. Não foi por falta de vontade, ou por qualquer problema sério. Minha mulher está na reta final da gestação, e, portanto, ela tem sido o foco da minha atenção. Atenção integral!
Entretanto, nesta semana consegui engranar novamente nos treinos, estando, até esta quinta, 24/05, hoje, com 100% da planilha cumprida.
E começou com a Corrida da Pague Menos, realizada no último domingo. Vale dizer, por oportuno, que a organização da prova foi impecável. Água gelada, largada, chegada, etc. Continua sendo o paradigma a ser seguido aqui no Ceará.
Para mim, a prova foi um tanto peculiar! Fui determinado a correr apenas para curtir, sem, como se costuma dizer no linguajar da corrida de rua, fazer força. Ademais, queria acompanhar meus amigos que estavam cumprindo os últimos treinos para o Ironman Brasil 2012. Iríamos correr leve.
Porém, por ironia do destino, não encontrei com meus amigos na largada. Larguei sem saber onde eles estavam. Como me posicionei no meio do bloco de corredores, achei que eles estariam mais à frente. Comecei leve, curtindo mesmo a corrida. E assim pretendia ir até o final.
Mas queria muito correr com os comparsas, e comecei a apressar o passo para os alcançar. E nada de sequer os ver à frente. Logo já esatava correndo bem forte... e nada de encontrar os caras. Que saco! E continuei correndo, e pensando:
- Aqueles malandros disseram que iriam correr leve!
E continuei correndo.
Resultado: a corrida acabou e eu não os encontrei. E fiquei sabendo que ninguém havia chegado, pois todos haviam largado bem mais ao fundo do local de onde eu larguei. WTF!
Mas, de qualquer forma, não há como uma corrida ser ruim! É sempre muito bom correr!
Keep running!
Keep tri!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Beira-Mar às sextas!!
| Clique para ampliar |
Despiciendo dizer o quão prezeroso é treinar na Beira-Mar de Fortaleza. Entretanto, às sextas-feiras, o ambiente parece estar envolto de uma magia a mais. Não sei se é o ambiente, a própria Beira-Mar, ou se é um simples efeito psicológico produzido pela chegada da sexta-feira (véspera do tão esperado final de semana de treinos e descanso).
Seja o que for, o fato é que treinar corrida na Beira-Mar, às setas-feiras, é muito bom! Todos parecem estar simpáticos além do normal. O sol parece brilhar de modo diferente. Os carros, que por lá passam, parecem respeitar mais os corredores. A água de côco parece estar mais deliciosa. O mar parece esforçar-se ainda mais para embelezar a paisagem de cartão postal.
E foi neste clima que hoje treinei corrida com os gigantes Chicão Cavalcanti e Erick Vasconcelos. Foram 50 minutos de emoção. O ritmo foi muito bom e a galera está, a cada dia, mais empolgada com a boa sequência de treinos. Foram quase duas voltas completas da Beira-Mar, perfazendo 11km bem corridos.
Acho que cheguei no ponto que estava quando, ano passado, a lesão nos fibulares do pé direito atacou-me. Voltei do Ironman querendo muito intensificar os treinos de corrida, mas fui impedido pela inopinada lesão. Agora, de volta àquele ponto, sinto que é hora de por em prática aquele desejo, e torcer para que venha a se concretizar.
E vamos correr!
Run Forest, Run!
Keep tri!
Local:
Fortaleza - CE, Brasil
segunda-feira, 30 de abril de 2012
I Etapa Olímpico - Minha Prova
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| I Etapa Cearense de Triathlon Olímpico 2012 Saindo para a corrida |
Sábado passado, 28 de abril, deu-se a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova, mais uma vez, foi realizada nas proximidades do Hotel Marina Park.
Assim como aconteceu na Meia Maratona de Fortaleza, eu, antes da prova, estava um tanto letárgico. Novamente estranhei. Não estou gostando disso! Calmo demais. Muito além do necessário. Quando soou a sirene da largada, tomei um susto. Não estava sequer esperando! Que coisa!!! Mas aproveite o susto e fui.
A natação não foi boa. Vinha sentindo melhoras nos últimos meses, mas, nesta prova, não percebi evolução. A transição entre natação e ciclismo também não foi das melhores, e perdi algum precioso tempo. Fui para o ciclismo e, NOVAMENTE, sem nenhum pelote para ajudar. Notei que, nas últimas provas, tenho nadado entre dois grupos, e isto faz com que, no ciclismo, eu pedale sozinho. Na prova de sábado, não consegui pegar o pelotão da frente, afinal, um pelotão é sempre mais veloz do que um ciclista pedalando sozinho. Entretanto, o pelote que estava atrás de mim também não teve tempo suficiente para me alcançar.
Assim, pedalei praticamente só. Para não dizer que estava só, um garoto do Núcleo de Alto Rendimento da Fetriece pedalou comigo. Ele até que revezou bem no começo, mas, após 3 voltas (de um total de 8), passou a ficar no vácuo quase que 100% do tempo. Não obstante a falta de um pelote, senti a falta de força nas subidas, principalmente quanto estava contra o vento. A falta de musculação está me matando. E assim foi o pedal. Classifico-o como mediano.
Na corrida, até que fiquei impressionado. Consegui impor um ritmo muito bom. Estava correndo como se não tivesse pedalado antes. Leve, sem sofrimento nas subidas. Show mesmo! Entretanto, como estava muito bom para ser verdade, assim que abri a terceira volta (de um total de 4), veio a dor de lado (dor desviada). Dor aguda. Lembrei-me do Ironman Brasil 2011. Mesma coisa! Diminui o ritmo, praticamente parando. A dor passou, mas perdi uma "perna" inteira da terceira volta naquele ritmo ultra lento.
Passada a dor, voltei ao ritmo de antes. E ainda consegui negativar bastante na quarta e última volta. Aproveitei a descida em frente ao IML e dei o sprint final para a chegada. Fiquei muuuuuito feliz pela minha corrida, mesmo com o contratempo da dor de lado.
Problemas a serem resolvidos:
1) iniciar a prova mais "pilhado";
2) natação - foco principal do momento;
3) ciclismo - voltar a ganhar força (trabalho muscular);
4) corrida - identificar a causa da dor de lado (já tenho minhas suspeitas).
Surpresa:
Após sair o resultado, tive a grata surpresa de ter ficado na 2ª colocação da minha categoria. Muito bom!!!
Viva o Tri!!! Keep Tri!!
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Local:
Fortaleza - CE, Brasil
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Triathlon Olímpico - I Etapa do Cearense
No próximo dia 28 de abril, sábado, será realizada a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova acontecerá no Marina Park Hotel, assim como ocorreu com a I Etapa do Triathlon Sprint.
Os treinos, desde meados da semana passada, após a Meia Maratona de Fortaleza, estão fluindo num ritmo excelente. Os companheiros de equipe, que farão o Ironman Brasil 2012, estão muito focados, e são excelentes companhias para os treinos. Assim, treinar não tem sido problema. Muito ao invés. Tem sido sempre muito divertido!
A natação continua firme. O ciclismo, apesar das chuvas que teimam em atrapalhar, também se mantém constante. E a corrida, no momento, está voltando a ser a minha empolgação. É aquilo que tem trazido mais motivação. Hoje, por exemplo, o treino com tiros, nas cercanias do Cocó, foi um espetáculo. Eu, Chicão, Erick e Pedro Mentirinha gastamos a calçada da Av. Sebastião de Abreu. A chuva não permitiu que treinássemos nas trilhas do Parque do Cocó. Mas, como diz o ditado, quem não tem cão, caça com gato.
Quanto ao Triathlon Olímpico, lembro que não é uma distância que me deixa confortável. Entretanto, isto não se configura em motivo suficiente para não competir com afinco.
E vamos ao Olímpico!!!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
MMF - Minha Prova
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| Foto emblemática Aos 17km, o sofrimento estampado na face |
Como já havia comentado, aqui no blog, tenho uma relação especial com a Meia Maratona de Fortaleza. O histórico de minhas participações serve para demonstrar toda a minha evolução na corrida, especialmente nesta distância de 21km, a qual tanto aprecio.
Entretanto, para a prova deste 2012, eu estava consciente da dificuldade que seria alcançar meu tempo do ano passado. Porém, nem por isto deixei de me esforçar e buscar aquela marca tão significativa para mim.
Já que estou comparando com o ano passado, impossível não comparar também a preparação. Três pontos relavantes foram, no meu entendimento, os responsáveis pela diferença entre a performance alcançada no ano passado e neste ano de 2012. São eles:
1 - Volume. Ano passado, estava eu em meio ao treinamento para o Ironman. Os treinos estavam em sua fase mais intensa, e eu estava completamente comprometido com eles. Assim, a distância de 21km, por si só, não seria qualquer obstáculo. Neste ano, não farei o Ironman Brasil, e o caminho trilhado pelas planilhas, obviamente, é diferente do seguido no ano passado.
2 - Preparo muscular. À época, estava com reforço muscular feito através de treinamento funcional. O trabalho foi muito bem realizado pelo Professor Rossman da Personal Care. Eu estava com muuuuuita força nas pernas. Subidas não eram problemas; eram soluções. Neste ano, não tive tempo para qualquer reforço muscular. Aliás, ficar sem este reforço é totalmente desaconselhável para triatletas e corredores.
3 - Peso. Ano passado, até mesmo por força dos volumes do treinos para o Ironaman, estava com um percentual de gordura baixo. Menos peso, menos esforço para "arrastar" o corpo. A relação do peso é tudo na prática da corrida. Neste ano, apesar de ter chegado à prova com peso razoável, estava ainda uns 2 a 3kg acima do peso do ano passado.
Mas vamos à prova.
Apesar da previsão de chuva, não tinha a menor expectativa quanto a isto. O histórico da Meia Maratona de Fortaleza não nos permite sonhar assim tão alto. A chuva caiu na madrugada. Tal fato só anunciava que o calor viria para rachar nossas cabeças. Esta sim era uma previsão bastante plausível. E, como vocês verão mais adiante, ela veio a se tornar realidade.
No momentos que antecederam a prova, eu estava numa letargia incomum. Não estava "pilhado", e preocupei-me um pouco. Fui aquecer no gramado do Marina Park, e corri uns 200m, apenas para lembrar aos músculos que eles trabalhariam bastantes nas horas seguintes.
Fui para a largada e para o aperto daquele cercado repleto de corredores ansiosos e barulhentos. Quando o locutor falou que faltava muito pouco, o batimento, naturalmente, subiu. Cérebro avisando ao resto do corpo que chegava a hora de começar a festa. Dispara o canhão (largada)! Dispara o coração e a vontade das pernas de se mexeram. Até ultrapassar o pórtico, era impossível correr, e todo mundo fica num passinho curto que nem é corrida, nem andar. Quando o mínimo de espaço é encontrado, corro! Os primeiros 500m é para por em prática a arte de ultrapassar sem cair, nem derrubar. É passar por pequenas frestas entre corpos de corredores, desejando incomodar o mínimo possível.
Ao sair do Marina Park e chegar ao asfalto da Av. Leste Oeste, alívio! Mais espaço, mais velocidade, mais gente para trás, mais caminho pela frente, mais dúvidas. As subidas do início do percurso não pesaram, pois ainda estávamos muito "inteiros" neste momento.
Tentei manter o ritmo próximo ao do ano passado, com o intuito de chegar à metade da corrida um pouco acima do tempo de 2011, para, empós, sonhar em negativar um pouco na segunda parte da corrida. A tática era boa, mas sua execução era uma incógnita.
A verdade é que, nem de perto, cheguei a correr da forma confortável como corri no ano passado. Mas fui! E fui nessa toada durante toda a ida. Pequenos objetivos, escolhidos durante a prova, sendo alcançados. Sem agonia, acompanhando ritmo cardíaco, suplementação (um gel aos 7km e outro aos 14km), e pace.
No momento do primeiro gel, com um copo de água na mão e um gel na outra, ouço um barulho de plástico atritando com o asfalto. Olho para os pés e vejo que o chip descartável havia caído naquele momento. O chip ainda voava pelo asfalto, e tive que voltar uns 5m para recuperá-lo. Agora eram um copo de água, um gel e um chip na mão, e ainda a preocupação de ter que recuprar o ritmo. Este episódio foi f....! Psicologicamente desgastante.
Tomado o gel, bebida a água, verifiquei que o chip havia quebrado bem no engate, não havendo como recolocá-lo. Restava levà-lo à mão mesmo. E foi assim até o final da corrida. Entretanto, minha maior preocupação foi em retomar o ritmo. Na reta que passa pelo aterro da praia de Iracema, consegui voltar ao pace desejado. E continuei.
Percorrida a Av. Beira-Mar e o trecho próximo ao Porto do Mucuripe, feito o retorno, um certo alívio de quem pensa: "agora é só voltar!". Entretanto, quem assim pensa, já demonstra um certo pesar, sofrimento, vontade demasiada em chegar.
Ainda assim consegui segurar o pace. De volta à Av. Beira-Mar, os efeitos do calor começaram a se manifestar. Os postos de hidratação pareciam se distanciar, e a surpresa de encontrar água quente em alguns deles foi desestimulante. Lembro-me bem de, ao chegar no décimo sexto quilômetro, ter pensado que só faltavam 5km. Ou seja, o pensamento já estava na chegada. Mau sinal!
Um quilômetro depois, ao passar pelo marco dos 17km, sentia meu corpo ferver. Um calor gigantesco parecia querer sair de dentro de mim. Meu rosto parecia que iria explodir e rezei para um posto de hidratação chegar logo. O posto de água localizado próximo ao Restaurante Tia Nair serviu para dois verdadeiros banhos. Dois copos de água derramados sobre minha cabeça, e apenas um simples gole de água. Alívio imediato.
Neste momento, as pernas também fraquejaram, e o pace caiu. Foi impossível mantê-lo. O corpo pareceu cobrar a conta do volume, como quem diz: "não estamos treinados para este ritmo além desta distância!". Ainda assim, consegui não baixar tanto assim a velocidade. Daí por diante, a corrida foi mantida somente com o psicológico. A vontade de andar era constante. Quem me viu neste últimos quilômetros deve ter se assustando com a quantidade de caretas. Foram 4km de muito sofrimento.
Ao descer o viaduto, dentro do último quilômetro faltante, consegui um bom pace em função da descida, e, logo em seguida, uma alma caridosa, um corredor um pouco mais velho, olhou para trás e me chamou:
- Vamos lá! Chega aqui do lado! Vamos juntos.
Respondi:
- Não aguento mais! Vai lá que irei no meu ritmo!
Ele:
- Não! Vem!
No impulso, cheguei ao lado dele e fomos até o pórtico num ritmo bem forte. Foi uma chegada diferente. Após cruzar o pórtico, nos cumprimentamos, agradeci sua insistência e ajuda, e parei por alguns segundo, pois andar estava bastante complicado. Recuperada alguma força, olhei no relógio e constatei que havia corrido 03 minutos acima do tempo do ano passado. Fiquei bastante feliz!
Tendo em vista a história da prova e meu condicionamento, foi um excelente resultado! Mas não tenho dúvidas de que estes três minutos foram perdidos nos últimos 4km. Eis a diferença!
Entretanto, eis a parte boa da vida: ANO QUE VEM TEM MAIS! Ainda vou buscar essa marca!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
A esquecida natação!
Sou triatleta. Isto é fato! Porém, é notório que os assuntos abordados aqui neste blog são, quase que totalmente, relativos à corrida e ao ciclismo. A coitada da natação acaba sempre em segundo plano. Muito falo sobre corrida e ciclismo. Os treinos de ciclismo são emocionantes; já os de corrida são instigantes. Mas e a natação?
Confesso que isto pode ser uma característica minha. Ou seja, minha valoração à natação não ser a adequada para quem pratica o triathlon.
Sou egresso da corrida, e, portanto, um apaixonado pela modalidade. O ciclismo, por sua vez, é bem difícil no começo. Nos treinos iniciais, via todos indo embora, e eu, esbaforido, perguntava-me:
- Como pode? Estou aqui quase infartando, e esses caras indo adiante, deixando-me longe, e ainda aparentam nem estar fazendo força!
Apesar deste início, o ciclismo vai te cativando, mostrando a emoção da velocidade. Aos poucos o condicionamento vai sendo alcançado e a emoção só cresce. Assim, ainda que um pouco mais lento que a corrida, o ciclismo também vira uma paixão.
E a natação?.... E A NATAÇÃO?....Hummm...
A natação se dá em ambiente que o corpo humano não está assim tão adpatado. O início é muito mais árduo do que o do ciclismo, e não tem a emoção da velocidade para te cativar e fazer insistir. Ou seja, as dificuldades se apresentam bem mais do que o prazer. Para quem nunca nadou quando criança (falo de treinos, escolinha), a coisa se torna ainda mais complicada. Os primeiros dias são um martírio. A respiração, a posição, a mecânica, etc., tudo parece ser demais. São muitos pequenos detalhes a serem combinados de uma vez só. O desestímulo parece ser uma sombra constante!
No meu caso particular, ainda tive muitos problemas de câimbras no início. Sempre que saía da água, mais especificamente, quando meu corpo voltava a ficar na posição vertical, minhas panturrilhas entravam numa contração insana. Fortes câimbras! Esta característica fez-me sofrer muito numa prova de Triathlon Sprint, em fevereiro do ano passado (2011). No entanto, a insistência, ou seja, treinos e mais treinos, fizeram com que estas câimbras ficassem no passado. Ainda assim, os treinos de natação continuavam sendo muito mais uma obrigação do que uma diversão, um hobby.
É óbvio que não posso falar por todos. Aqui, comento apenas a minha experiência pessoal. Como diria Chicó: Não sei, só sei que foi assim!
Entretanto, quando da visita de Reinaldo Colucci (muito comentada aqui no blog), tive a chance de o ver treinando natação, bem como recebi inúmeras dicas. Enquanto Colucci nadava, seu treinador explicava muita coisa, dando informações interessantíssimas. Ainda tive a oportunidade de ver Kal Aragão nadar lado a lado a Colucci. Foi realmente interessante vê-los. Os estilos completamente diferentes. Reinaldo compensa uma técnica menos apurada com muita força, e, principalmente, com pernadas fortíssimas. Aquilo chamou-me a atenção.
Desde então, a natação tem deixado, paulatinamente, de ser uma obrigação. Pus em prática algumas das dicas e senti meu corpo bem mais alinhado à superfície da água, diminuindo o arrasto do famoso nado de pescador de lagoa. Estou saindo da piscina com o sentimento de dever cumprido, mas, principalmente, estou FICANDO na piscina com vontade de realizar o treino.
Este texto, por exemplo, é fruto de uma sensação muito boa sentida durante o treino de ontem, quinta-feira, dia 12 de abril, o qual tive o prazer de fazer a série principal com Carvalhinho. Foi show!
A verdade é que ainda estou muuuuuito aquém de ser um bom nadador, e sempre tenho que, ao sair da água, "correr atrás do prejuízo" nas provas de triathlon. Entretanto, o prejuízo, a cada dia que passa, está menor.
Local:
Fortaleza - CE, Brasil
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Drauzio Varella corre.... e muito!!!
Foto: Renato Pizzuto
Recebi e-mail do amigo Rodrigo Cantal, a quem ora agradeço, indicando a leitura da coluna EU CORRO, da revista Runners World Brasil.
Fiquei tão impressionado que decidi compartilhar o texto. Eis:
Eu Corro
Drauzio Varella
68 anos
médico
Por Julia Zanolli
"Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.
Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.
A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça.
Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.
Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.
Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.
Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.
Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.
No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.
Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.
O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.
Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.
Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.
Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.
Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.
Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?
Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.
Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.
“Este ano pretendo correr as maratonas do Rio e de Chicago. Se fizer abaixo de 4h10, me qualifico para Boston”
Drauzio Varella é oncologista e já publicou 11 livros, entre eles Estação Carandiru"
O texto original pode ser encontrado neste link: clique aqui!
quarta-feira, 11 de abril de 2012
MMF
E estamos na semana da Meia Maratona de Fortaleza. Esta prova de corrida é o maior evento da modalidade, ao lado da Maratona de Revezamento do Pão de Açúcar, realizado no Ceará.
Sempre em Abril, mês em que se comemora o aniversário de Fortaleza, esta meia maratona consolida-se cada vez mais no cenário - por que não dizer - nacional. Hoje, possui um percurso quase completamente plano. Poucas subidas no ínicio da prova (Av. Leste Oeste) e, já na volta, uma pequena - mas íngrime - subida ao lado da 10ª Região Militar.
Para vencer tais subidas, indico concentrar-se no visual. A beira-mar da Av. Leste Oeste é linda, ainda que a ocupação da área tenha ocorrido de forma totalmente desordenada. Aproveite o início da prova, pois o sol sempre foi um dos astros principais da Meia Maratona de Fortaleza, e promete fazer-se presente, pesando sobre nossos ombros.
Outra dica para amenizar os pesares de uma corrida quente é divertir-se. Preste atenção nos demais corredores. São inúmeras histórias correndo ao seu lado. Interagir é reconfortante, e ajuda a ocupar mente, dissipando um possível sofrimento. Um elogio ou encorajamento recebido é um verdadeiro empurrão em nossas costas. Assim, não negue um estímulo. Faça-o! Pois você pode estar ajudando alguém a concluir a prova, ou mesmo, a superar um desafio pessoal.
E vamos à prova! Domingo, nos veremos por lá!
Vejam os percursos abaixo:
Por fim, importante dizer que, entre erros e acertos ao longo das nove ediçoes anteriores, a organização vem melhorando, ou que, pelo menos, zela por realizar um grande evento.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Resultados dos cearenses - ITU Triathlon Pan American Cup
No último dia 31 de março, sábado passado, foi realizado o ITU Triathlon Pan American Cup, em João Pessoa/PB. Alguns cearenses viajaram até a capital paraibana para participarem da prova. E eis os resultados:
Atleta
|
Equipe
|
Tempo
|
Categoria
|
Wesley Matos
|
Pro
|
1:58:33
|
Elite
|
João Martins Galvão
|
Fetriece - Núcleo
|
2:12:22
|
Sub-23
|
Natanael Sales
|
Fetriece – Núcleo
|
2:25:36
|
18 a 19 Masc
|
Ricardo Jesus
|
Sesi Ceará
|
2:30:45
|
30 a 34 Masc
|
Verônica Menezes
|
Fetriece
|
2:36:09
|
35 a 39 Fem
|
Francisco Ivanildo
|
Fetriece – Núcleo
|
2:36:48
|
20 a 24 Masc
|
Heraldo Viana
|
Ares
|
2:37:04
|
35 a 39 Masc
|
Andrea Queiroz
|
Red Team
|
2:43:36
|
30 a 34 Fem
|
Pablo Formiga
|
Zonaalvo
|
2:46:20
|
35 a 39 Masc
|
Lucidio Queiroz
|
2:47:28
|
45 a 49 Masc
| |
Rafael Diogo
|
Zonaalvo
|
2:49:14
|
25 a 29 Masc
|
Pablo Ribeiro
|
Zonaalvo
|
2:50:39
|
30 a 34 Masc
|
Marcelo Rangel
|
Zonaalvo
|
2:51:56
|
30 a 34 Masc
|
Ricardo Barros Leal
|
Ares
|
3:04:52
|
25 a 29 Masc
|
Claudio Amora
|
Fetriece
|
4:16:42
|
TR1 Masc
|
Vamos aos destaques. Primeiramente, há de se exaltar a performance da Gigante Andréa, a qual tem alcançado resultados expressivos desde meados do ano passado. Desta vez, arrancou o quarto lugar geral na competição e, ainda, o primeiro lugar em sua categoria. Parabenizar Andréa já está virando "lugar comum".
Verônica Menezes também levou o ouro em sua categoria, sendo também merecedora de elogios. Wesley Matos vem confirmando ascensão no cenário da elite do triathlon nacional, e ficou em terceiro. Os garotos da Fetriece também estão em franca evolução. João Martins Galvão foi quarto na categoria Sub-23, Natanael Sales foi segundo na categoria 18 a 19 anos, e Ivanildo foi terceiro na categoria 20 a 24 anos.
Por fim, o paratleta Cláudio Amora, mais uma vez, foi medalha de ouro na categoria TR1.
Parabéns a todos os cearenses que se dispuseram a ir à João Pessoa para participar de mais uma prova da ITU - International Triathlon Union.
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Local:
Fortaleza - CE, Brasil
sexta-feira, 30 de março de 2012
Corrida e dicas
E termina a semana em que o treinador do Red Team nos fez compainha aqui em Fortaleza. Leandro Macedo chegou na sexta-feira passada, e retorna à Brasília hoje. Estas ocasiões são sempre proveitosas, pois inevitavelmente recebemos dicas novas, além de correções, acompanhamento nos treinos, etc.
É claro que nossa equipe, por não ter seu técnico sempre presente, sofre com alguns aspectos do treinamento. De outra banda, minimizamos este ponto fraco com o companheirismo e preocupação dos mais experientes.
A visita de Leandro teve como principal foco o pessoal que está treinando para o Ironman Brasil 2012. Entretanto, os que não irão para esta prova não foram esquecidos. Eu, por exemplo, tive o prazer de receber atenção especial no treino de corrida desta manhã. Minha corrida tem voltado aos poucos e ando bastante empolgado com isto. Aproveitei para "sugar" informações e dicas para os treinos de corrida que visam a Meia Maratona de Fortaleza.
Recebi dicas especiais de treinos em esteira e percepção (feeling) de pace sem a ajuda do gps do relógio (garmin). Novidades virão em minha planilha. Resta pouco mais de quinze dias para a prova, e foco agora é imprescindível. Ainda recebi dicas de alimentação (peso é tudo na consecução de uma boa performance em corrida) e, por fim, preciosa informação de estratégia, tendo em vista o que foi feito na mesma prova no ano passado (parâmetro).
Assim, apesar da semana de treinos ter sido um pouco atrapalhada pelas chuvas intensas, e, ainda, por nosso treinador ter focado no pessoal que vai para o Ironman Brasil 2012 (nada mais justo!), fiquei feliz demais com este último dia de sua estadia aqui em Fortaleza. Foi um treino apenas! Mas seu valor foi inestimável.
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Local:
Fortaleza - CE, Brasil
quinta-feira, 29 de março de 2012
Abril do Ironman Brasil
Está chegando abril. Quem já fez o Ironman Brasil, sabe muito bem o que este mês significa.
Abril traz, em seu dia inaugural, o famoso Dia da Mentira. Mas, paradoxalmente, também traz a única verdade para os triatletas que pretendem fazer o Ironman Brasil: é chegado o mês mais difícil do treinamento. O mês em que tudo parece não ter fim, inclusive o sofrimento. Treinos gigantes, transições pesadas.
E, para o cearense, talvez o nordestino em geral, ainda tem um "plus" de sofrimento. Trata-se do mês mais quente do ano. Umidade altíssima, pouco vento (se é que isso é possível aqui no Ceará!!), e um sol que mais parece convergir todos os seus raios para a cabeça do triatleta em treinamento.
Mas tenho a solução para o problema (se é que você encara isto como um problema): COMPROMETIMENTO! Ano passado, quando fiz meu primeiro e único Ironman (até agora!), estava focado de tal modo que abril passou num piscar de olhos. E mais. Temos a Meia Maratona de Fortaleza e a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. Tais eventos fazem com que o mês transcorra ainda mais rapidamente.
Assim, não tenho medo de lhes dizer que, caso encarem os treinos de frente, focados, comprometidos, resolutos de que querem passar pelo pórtico de chegada do Ironman Brasil, abril passará sem maiores problemas, e será um mês de treinos memoráveis, inesquecíveis.
Por fim, faço-lhes somente um alerta. Cuidem bem da recuperação no pós-treino. Alimentação, suplementação, alongamentos, e, sono em dia, são exemplos de pontos que deverão ser objeto da preocupação do triatleta em treinamento para qualquer Ironman.
No mais, desejo boa sorte a todos neste abril de 2012. Que venham os treinos!!!
sexta-feira, 23 de março de 2012
Meia Maratona de Fortaleza
Como todos devem saber, a Meia Maratona de Fortaleza aproxima-se. Será realizada em am abril próximo, no dia 15.
Após o Campeonato Brasileiro de Longa Distância, esta meia maratona passa a ser a minha prova alvo do semestre. Tenho um carinho especial pela prova, pois, desde que adentrei no mundo das corridas (e do triathlon), a Meia de Fortaleza é a competição a qual tenho sido mais fiel. Em 2012, será a minha quarta Meia Maratona de Fortaleza seguida.
Apesar do pouco tempo que falta para a prova (menos de um mês), treinarei com afinco para a mesma. Aproveitarei, inclusive, a vinda do treinador do Red Team, Leandro Macedo, o qual ficará quase dez dias conosco neste final de março.
Dificilmente conseguirei a performance realizada no ano de 2011, quando, surpreendentemente, corri solto e fácil, conseguindo uma marca antes nunca imagina por mim. Entretanto, tenho vivido bom momento de treinos neste início de 2012, livrando-me de vez, ao que tudo indica, da lesão no pé direito. Tudo é possível!
No entanto, é bom lembrar que abril é o mês mais quente do ano. Fortaleza ferve. Miragens surgem em meio ao calor que sobe do asfalto. A prova não é nada fácil. Mas isto não é novidade para ninguém.
Vejamos o que me aguarda nesta prova. Que venha a Meia Maratona de Fortaleza!
Inscrições no site: http://www.maratonadefortaleza.com.br/
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