Ironman Brasil 2011

Ironman Brasil 2011

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Pague Menos



Foto da prova
Até nisso a Pague Menos é caprichosa

Antes de mais nada tenho que me desculpar pela ausência. O blog anda um tanto esquecido, mas não é sem motivo. Passei duas semana sem conseguir treinar normalmente, tendo feito, quando muito, metade dos treinos previstos. Não foi por falta de vontade, ou por qualquer problema sério. Minha mulher está na reta final da gestação, e, portanto, ela tem sido o foco da minha atenção. Atenção integral!

Entretanto, nesta semana consegui engranar novamente nos treinos, estando, até esta quinta, 24/05, hoje, com 100% da planilha cumprida.

E começou com a Corrida da Pague Menos, realizada no último domingo. Vale dizer, por oportuno, que a organização da prova foi impecável. Água gelada, largada, chegada, etc. Continua sendo o paradigma a ser seguido aqui no Ceará.

Para mim, a prova foi um tanto peculiar! Fui determinado a correr apenas para curtir, sem, como se costuma dizer no linguajar da corrida de rua, fazer força. Ademais, queria acompanhar meus amigos que estavam cumprindo os últimos treinos para o Ironman Brasil 2012. Iríamos correr leve.

Porém, por ironia do destino, não encontrei com meus amigos na largada. Larguei sem saber onde eles estavam. Como me posicionei no meio do bloco de corredores, achei que eles estariam mais à frente. Comecei leve, curtindo mesmo a corrida. E assim pretendia ir até o final.

Mas queria muito correr com os comparsas, e comecei a apressar o passo para os alcançar. E nada de sequer os ver à frente. Logo já esatava correndo bem forte... e nada de encontrar os caras. Que saco! E continuei correndo, e pensando:

- Aqueles malandros disseram que iriam correr leve!

E continuei correndo.

Resultado: a corrida acabou e eu não os encontrei. E fiquei sabendo que ninguém havia chegado, pois todos haviam largado bem mais ao fundo do local de onde eu larguei. WTF!

Mas, de qualquer forma, não há como uma corrida ser ruim! É sempre muito bom correr!

Keep running!
Keep tri!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Queda: um perigo iminente!



Foto retirada da internet

Muito se fala sobre os perigos da prática do ciclismo, principalmente do desrespeito dos motoristas quando do compartilhamento das vias com os ciclistas. Entretanto, há um perigo, pouco comentado, mas que é constante. Constante? Sim, infelizmente! E há como afastar tal perigo? Não, infelizmente! É um perigo constante por ser inerente à própria prática da coisa. Estou falando da QUEDA!

Mas alguns, mais desavisados, podem pensar que uma "quedinha" não mata ninguém. Que, até mesmo para aprender a andar de bicicleta, faz-se necessário algumas idas ao chão. Mas, no ciclismo esportivo, não é bem assim!

Como sabido, chegamos a velocidades consideráveis, e nossa proteção restinge-se a um capacete projetado para absorver o impacto. Numa queda, estes capacetes quebram-se, não repassando, ou pelo menos diminuindo bastante, a energia gerada pelo impacto da cabeça do ciclista no chão. Entretanto, o resto do corpo do ciclista é totalmente vulnerável.

Quando iniciamos no ciclismo esportivo, é comum ouvirmos a seguinte frase:

"Só há dois tipos de ciclistas: os que caíram, e os que AINDA não caíram!"

Parece uma assertiva assustadora, mas, a bem da verdade, ela é bem realista.

Então, os riscos de uma queda são suficientes para inibir a prática do ciclismo? Não, de forma alguma! Há muitas formas de diminuir estes riscos, tornando o ciclismo um esporte com riscos assim como todos os outros. Aliás, há riscos em tudo que se faz nesta vida. Não estamos livres de acidentes nem mesmo sob a suposta segurança de nossos lares. Se pensarmos apenas nos riscos, acabaremos por nada fazer, e nos entregaremos à uma espécie de síndrome do pânico.

A prática traz a experiência necessária para um treino seguro. Pedalar com os mais experientes, ouvindo seus conselhos, e portando-se sempre com cautela nos pelotões, são formas de aumentar a segurança, diminuindo os riscos.

A atenção há de estar em seu grau máximo durante os treinos. Costumo dizer que, após um treino de ciclismo, estou mais cansado mentalmente do que fisicamente. Não se pode desviar a atenção por um instante. E, vale salientar, tanto maior a velocidade, maior a atenção requerida. Tais fatores são diretamente proporcionais.

Bem! Mas trouxe este assunto à baila em função de dois acontecimentos lamentáveis ocorridos nesta semana. Um, no domingo, dia 06 de maio, e o outro ontem, dia 08 de maio. Três dos integrantes do Red Team foram vítimas de quedas. Fato raríssimo em nossa equipe, mas, como frisei anteriormente, ninguém está a salvo de tal infortúnio.

No domingo, já ao final do treino, nas proximidades do novo Centro de Convenções, uma pedra levou Erick e Loureço ao chão. Amparados pelo restante dos amigos de equipe, levados ao hospital, o pior ficou para Lourenço, o qual teve fratura na clavícula, vindo a sofrer cirurgia no dia seguinte. Erick teve pequenas escoriações e dores no corpo motivadas pela forte pancada.

Na terça, Pedro Vasconcelos, conhecido no meio do triathlon como Mentirinha, caiu sozinho na CE-040. A velocidade era considerável. No momento do acidente, parecia ter ocorrido coisa mais grave, fato que veio a ser afastado após exames feitos no hospital. Escoriações na face e no braço esquerdo foram o saldo da queda. O susto foi bem maior do que o resultado da queda. O pior mesmo ficou pelo sentimento de quem está treinando há 4 meses para o Ironman Brasil e, repentinamente, ver a possibilidade de não mais participar da prova. Felizmente, foi apenas um susto.

O que importa é que nossos amigos estão bem, em plena recuperação, e sem nada mais grave para os afligir.

Estes episódios lembraram-me de uma grande queda da qual fui um dos envolvidos. Foi minha primeira queda. Lembro-me de cada detalhe daqueles momentos. É algo impressionante! Mas isto é assunto para uma outra postagem.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Beira-Mar às sextas!!



Clique para ampliar

Despiciendo dizer o quão prezeroso é treinar na Beira-Mar de Fortaleza. Entretanto, às sextas-feiras, o ambiente parece estar envolto de uma magia a mais. Não sei se é o ambiente, a própria Beira-Mar, ou se é um simples efeito psicológico produzido pela chegada da sexta-feira (véspera do tão esperado final de semana de treinos e descanso).

Seja o que for, o fato é que treinar corrida na Beira-Mar, às setas-feiras, é muito bom! Todos parecem estar simpáticos além do normal. O sol parece brilhar de modo diferente. Os carros, que por lá passam, parecem respeitar mais os corredores. A água de côco parece estar mais deliciosa. O mar parece esforçar-se ainda mais para embelezar a paisagem de cartão postal.

E foi neste clima que hoje treinei corrida com os gigantes Chicão Cavalcanti e Erick Vasconcelos. Foram 50 minutos de emoção. O ritmo foi muito bom e a galera está, a cada dia, mais empolgada com a boa sequência de treinos. Foram quase duas voltas completas da Beira-Mar, perfazendo 11km bem corridos.

Acho que cheguei no ponto que estava quando, ano passado, a lesão nos fibulares do pé direito atacou-me. Voltei do Ironman querendo muito intensificar os treinos de corrida, mas fui impedido pela inopinada lesão. Agora, de volta àquele ponto, sinto que é hora de por em prática aquele desejo, e torcer para que venha a se concretizar.

E vamos correr!
Run Forest, Run!
Keep tri!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

I Etapa Olímpico - Minha Prova



I Etapa Cearense de Triathlon Olímpico 2012
Saindo para a corrida

Sábado passado, 28 de abril, deu-se a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova, mais uma vez, foi realizada nas proximidades do Hotel Marina Park.

Assim como aconteceu na Meia Maratona de Fortaleza, eu, antes da prova, estava um tanto letárgico. Novamente estranhei. Não estou gostando disso! Calmo demais. Muito além do necessário. Quando soou a sirene da largada, tomei um susto. Não estava sequer esperando! Que coisa!!! Mas aproveite o susto e fui.

A natação não foi boa. Vinha sentindo melhoras nos últimos meses, mas, nesta prova, não percebi evolução. A transição entre natação e ciclismo também não foi das melhores, e perdi algum precioso tempo. Fui para o ciclismo e, NOVAMENTE, sem nenhum pelote para ajudar. Notei que, nas últimas provas, tenho nadado entre dois grupos, e isto faz com que, no ciclismo, eu pedale sozinho. Na prova de sábado, não consegui pegar o pelotão da frente, afinal, um pelotão é sempre mais veloz do que um ciclista pedalando sozinho. Entretanto, o pelote que estava atrás de mim também não teve tempo suficiente para me alcançar.

Assim, pedalei praticamente só. Para não dizer que estava só, um garoto do Núcleo de Alto Rendimento da Fetriece pedalou comigo. Ele até que revezou bem no começo, mas, após 3 voltas (de um total de 8), passou a ficar no vácuo quase que 100% do tempo. Não obstante a falta de um pelote, senti a falta de força nas subidas, principalmente quanto estava contra o vento. A falta de musculação está me matando. E assim foi o pedal. Classifico-o como mediano.

Na corrida, até que fiquei impressionado. Consegui impor um ritmo muito bom. Estava correndo como se não tivesse pedalado antes. Leve, sem sofrimento nas subidas. Show mesmo! Entretanto, como estava muito bom para ser verdade, assim que abri a terceira volta (de um total de 4), veio a dor de lado (dor desviada). Dor aguda. Lembrei-me do Ironman Brasil 2011. Mesma coisa! Diminui o ritmo, praticamente parando. A dor passou, mas perdi uma "perna" inteira da terceira volta naquele ritmo ultra lento.

Passada a dor, voltei ao ritmo de antes. E ainda consegui negativar bastante na quarta e última volta. Aproveitei a descida em frente ao IML e dei o sprint final para a chegada. Fiquei muuuuuito feliz pela minha corrida, mesmo com o contratempo da dor de lado.

Problemas a serem resolvidos:

1) iniciar a prova mais "pilhado";
2) natação - foco principal do momento;
3) ciclismo - voltar a ganhar força (trabalho muscular);
4) corrida - identificar a causa da dor de lado (já tenho minhas suspeitas).

Surpresa:

Após sair o resultado, tive a grata surpresa de ter ficado na 2ª colocação da minha categoria. Muito bom!!!

Viva o Tri!!! Keep Tri!!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Isoldinha

Para os que não tem filhos, costumo dizer que a vida muda totalmente de perspectiva após a chegada dos pequenos. O mundo muda! Nossos olhos mudam!

Mas tenho plena consciência de que não adiantar dizer isto. Para os que não tem filhos, ouvir isto soa até mesmo piegas, chato! E não os culpo. O que se sente pelos pequenos é algo tão grande, tão nobre, que conseguir mensurar e transmitir tal sentimento apenas com um conselho, ou informação, é, de fato, muita petulância. Não há como reduzir algo tão importante e valioso a um simples conselho ou informação. IMPOSSÍVEL! E é justamente por isto que nunca conseguiremos fazer alguém entender como o mundo muda com a vinda de um filho. Não dá!

Só há uma maneira de entender: tornando-se pai!

E estou aqui, novamente divagando, não porque estou prestes a ser pai de novo. Estou aqui, pensando na beleza da paternidade, em função do aniversário de minha linda menininha. Sara, a princesa, veio ao mundo há exatos 9 anos. Ela não nasceu; ela estreou! Para quem a conhece, fica fácil entender esta última frase.


Sarinha aos 6 meses
 Afeita às artes, sempre está nos surpreendendo! Hoje, pratica Jazz, Hip Hop (dança de rua), Sapateado e Ballet. Pois é! É atividade física todo santo dia. A mãe é a maior incentivadora. E a mim cabe puxar pelos estudos. Mas é inconteste a facilidade com que ela lida com as artes. Há um tempo atrás, no Festival de Artes do colégio, ficou em primeiro lugar em um número de canto, e levou o segundo lugar no número de dança. Ela, no palco, de tão à vontade, parece estar em seu quarto!

Geniosa, brincalhona, sentimental, e extremamente carinhosa! Distribui beijos e abraços voluntários e sinceros. Mas aqui vai um conselho: não a deixe com raiva! :)


Hoje, super vaidosa!

Estas poucas características da minha filhota foram aqui delineadas apenas como forma de a homenagear, parabenizando-a pelo dia de seu aniversário. Dia este em que completamos 9 anos de estrelato, de luz, de amor.

E com olhos marejados, digo: amo muito, Isoldinha!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Triathlon Olímpico - I Etapa do Cearense



No próximo dia 28 de abril, sábado, será realizada a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico. A prova acontecerá no Marina Park Hotel, assim como ocorreu com a I Etapa do Triathlon Sprint.

Os treinos, desde meados da semana passada, após a Meia Maratona de Fortaleza, estão fluindo num ritmo excelente. Os companheiros de equipe, que farão o Ironman Brasil 2012, estão muito focados, e são excelentes companhias para os treinos. Assim, treinar não tem sido problema. Muito ao invés. Tem sido sempre muito divertido!

A natação continua firme. O ciclismo, apesar das chuvas que teimam em atrapalhar, também se mantém constante. E a corrida, no momento, está voltando a ser a minha empolgação. É aquilo que tem trazido mais motivação. Hoje, por exemplo, o treino com tiros, nas cercanias do Cocó, foi um espetáculo. Eu, Chicão, Erick e Pedro Mentirinha gastamos a calçada da Av. Sebastião de Abreu. A chuva não permitiu que treinássemos nas trilhas do Parque do Cocó. Mas, como diz o ditado, quem não tem cão, caça com gato.

Quanto ao Triathlon Olímpico, lembro que não é uma distância que me deixa confortável. Entretanto, isto não se configura em motivo suficiente para não competir com afinco.

E vamos ao Olímpico!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

3 dias de molho + 1 dia de banho



Passada a Meia Maratona de Fortaleza, o domingo transcorreu normal, com a endorfina ainda atuando à mil em minhas veias. Foi um dia agradabalíssimo, com encontro familiar, no qual apareceu até mesmo meu irmão mais novo, que estava no Canadá (mas que não se chama Luiz, ou Luiza, - com o perdão do trocadilho infame).

Não obstante os bons momentos do domingo, a segunda amanheceu com uma surpresa ruim. Meu joelho esquerdo estava um pouco inchado, com a mobilidade um tanto comprometida e com uma certa dor. De início, não me preocupou muito, pois sabia que não havia ocorrido qualquer torsão ou trauma físico que indicasse algo sério. Fui trabalhar daquele jeito. Ao final do dia, nenhum melhora significativa. Fiquei na esperança de, ao acordar na terça-feira, o joelho estar normal. Arrumei a bike e toda a parafernalha necessária para o treino de ciclismo.

Para meu espanto, acordei algumas vezes duarante noite e senti um incômodo no joelho. Aquela porcaria estava incomodando a ponto de me acordar. Soa o alarme! Acordo, atordoado, e concluo que não há a mínima possibilidade de ir treinar. Volto a dormir, um bocado triste! No entanto, pensei, melhor cuidar logo para conseguir competir no dia 28 de abril, data em que acontecerá a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Olímpico.

Assim, a terça foi off forçado. Nem ciclismo, nem natação. Fiz três sessões de gelo durante o dia, e notava melhor impressionante.

Amanhece a quarta e mais uma triste constatação: impossível treinar! Mais um dia off. Nem corrida, nem natação. No entanto, após a segunda sessão de gelo do dia, ao meio-dia, já não sentia mais nada quando andava, nem tampouco quando forçava a perna a externder o máximo possível. Show! Pensamento imediato: AMANHÃ EU TREINO!

Parafernalha do ciclismo arrumada na noite de quarta, esperanças renovadas, fui dormir.

Acordei novinho em folha! E fui ao treino! Tínhamos duas horas de ciclismo com alguns tiros. O treino foi show, e o período de descanso forçado fez-me muito bem!

O detalhe chato do dia ficou por conta da chuva. Lá pelo meio do treino, cái aquele toró. Os pingos batiam em nosso rostos feito pregos, e a intensidade da chuva atrabalhou um pouco a dinâmica do treino. Ainda assim realizamos o treino da maneira que nos foi passado via planilha.

Resumo destes últimos 4 dias: 3 dias de molho e 1 dia de banho.

Alma lavada!

E vamos firmes rumo ao Triathlon Olímpico!!!