Ironman Brasil 2011

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval x Rock



Tendo em vista a maioria das pessoas que realmente gostam de brincar o carnaval optar por viajar na sexta-feira, antecipo esta postagem. O texto não é meu, mas achei interessantíssimo e resolvi compartilhar. Ao final, dou o devido crédito ao autor.

Bom Carnaval, ou feriadão, a todos!

"Toda vez que o carnaval se aproxima, eu me recordo de um professor mal humorado que tive na faculdade, que detesta a festa mais popular do Brasil. Certa vez ele disse na sala de aula: “Eu odeio carnaval! Enquanto não acabarem com isso o Brasil não vai pra frente... Alguém aí já ouviu falar de Motörhead? Um bando de cabeludos, feios e barulhentos? Tinha que colocar eles pra tocar no trio elétrico de Salvador e dar um fim nisso...”. Imagine a cena: Lemmy e cia. em cima de um trio, no calor de Salvador, estourando os falantes com “Iron Fist”?

E que tal irmos mais adiante nessa viagem, imaginando um “universo paralelo” onde o trio elétrico ao invés de ter sido criado por Dodô e Osmar tivesse como pais Chuck Berry e Elvis Presley, e a música baiana fosse ouvida por uma minoria de cabeludos com camisetas pretas do Olodum, Timbalada, Banda Eva e garotas com shortinhos deixando a bunda de fora?
Você já se imaginou debatendo num fórum de um site chamado “Pombo Correio” (ao invés do Whiplash) qual o maior hino que Carlinhos Brown já concebeu? “Bebeu Água? Tá com sede?” ou “Vai buscar Dalila ligeiro...”? Isso sem falar que haveriam muitos pais e mães que proibiriam seus filhos de ouvir os discos daquele maluco baiano, porque acreditariam que ele tem pacto com o demônio.

Como seria um debate pra escolher a maior vocalista do mundo? Ivete e Claudinha Leite dividiriam os votos dos internautas, mas com certeza haveria os “puristas”, que prefeririam as vozes clássicas de Daniela Mercury ou Margareth Menezes.

E a tour do G3? Quem dividiria o palco? Robertinho do Recife, Pepeu Gomes e Durval Lelis, do Asa de Águia, divulgando seu álbum solo? Isso sem falar que haveriam bandas e mais bandas dos mais variados estilos, como samba progressivo, frevo melódico, speed axé...

Já do outro lado da moeda, o Fantástico promoveria aos domingos um grande concurso de “Hinos do Metal”, ao invés do Concurso de marchinhas. As escolas do Rio de Janeiro e São Paulo exibiriam em sua sessão rítmica uma pá de guitarristas virtuosos acompanhados de orquestras sinfônicas, onde os jurados votariam qual foi melhor no quesito “virtuosismo e variedade de escalas”. Dá até pra imaginar Joe Satriani comentando ao lado do Cléber Machado: “a escola tal tem uma boa harmonia, mas abusou muito das pentatônicas, e isso pode custar alguns pontinhos na apuração de quarta-feira”.

Na TV, assistiríamos a um seriado chamado “Heavy Metal Thunder” ao invés de “Ó Paí Ó”, onde o cenário deixaria de ser o Pelourinho e a ação se passaria em uma Birmingham industrial na Inglaterra, cujo personagem principal seria um jovem dislexo de apelido Ozzy contando suas aventuras ao tentar montar uma banda.

Ah sim, é claro, os trios elétricos mais disputados de Salvador seriam os do Motörhead, do Slayer e do Sepultura. Ao invés do abadá, a multidão teria que trajar uma jaqueta preta de couro e coturnos. Ao invés de pulserinha vip, um spike cheio de tachinhas no punho. E ao invés de assistirmos ao tradicional desfile de fantasias de plumas e paetês nos canais de TV de menos audiência, teríamos um concurso de “Corpse Paintings”, cujos comentaristas seriam Alice Cooper, Paul Stanley e Gene Simmons.

E se o mundo fosse assim? Um lugar onde fosse normal um homem usar cabelo comprido sem ser discriminado, onde você pudesse fazer quantas tatuagens você bem entendesse, mas ao mesmo tempo seria um horror ligar a TV e dar de cara com um bando de malandros “cantando” para mulheres seminuas sambarem? Um lugar onde estivesse tudo bem se as crianças ouvissem e cantassem “The Number Of The Beast” ao invés de usar trajes minúsculos e aprendessem coreografias sentadas na boquinha da garrafa ou, Deus nos livre, o tal do Créu?

Quem sabe assim seríamos vistos com outros olhos quando alguém entrasse no nosso carro pra pegar uma carona e estivesse rolando “Holy Wars” no som, ao invés do previsível “Você ouve ISSO?”. Quem sabe tal reação não se inverteria, e ao ouvirmos alguém cantarolando “Dança da Manivela” pudéssemos ficar indignados e ter o apoio da maioria...

Mas também poderia ser pior... Quem sabe nós rockeiros é que faríamos parte da minoria neste universo paralelo e estaríamos aí aguardando ansiosos pela turnê de reunião da banda Cheiro de Amor, enquanto o restante da população nos indagaria com os dedos indicadores em riste: “Você teve coragem de pagar 300 reais pra ir ver um show desses?”.

P.S.: brincadeiras à parte, quem gosta de carnaval que não de curtir a festa, sem preconceitos... eu, particularmente, prefiro continuar quietinho aqui em casa, ouvindo Pink Floyd, descansando a cabeça e relaxando nestes quatro dias de feriadão..."

O texto é de DOCTOR ROBERT, colaborador do site http://whiplash.net/. Outros textos do mesmo autor estão ao alcance de todos no seguinte endereço:
http://whiplash.net/autores/doctorrobert.html.

Valeu, galera!! E não esqueçam: neste carnaval, muito juízo.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

I Etapa Triathlon Sprint - A PROVA


Eu (direita) e meu amigo Alberto Capitão na saída da natação.

Como exaustivamente anunciado neste blog, neste último sábado aconteceu a I Etapa do Campeonato Cearense de Triathlon Sprint. A prova, realizada no Marina Park Hotel, contou com mais de 300 participantes. Foi uma festa!!

A Prova

O mar não estava nada amigável. Estamos em fevereiro e a ressaca do mar foi muito forte neste ano. A maior maré do ano aconteceu poucos dias antes da data da prova. A largada atrasou um pouco, o que só piorou a condição do mar, pois, como a maré estava secando, as ondas estavam "crescendo" muito. E o pior: a arrebentação estava tão próxima à praia que as ondas quebravam na areia. Assim, a grande dificuldade da natação estaria na entrada e saída do mar. Não havia corrente significativa, e muitas nuvens anunciavam que o sol daria uma pequena trégua para os atletas.

A largada se daria em "ondas", ou seja, de acordo com a faixa etária. Com algum atraso, largou o pessoal de 50 a 64 anos. Após eles, todas as mulheres largaram. Em seguida, as categorias compreendidas entre 35 a 49 anos de idade. E aí eu larguei.

Não foi, nem de longe, uma boa natação. Mas também não foi ruim, tendo em vista que estou treinando natação há apenas duas semanas. Foram mais de seis meses afastado das piscinas e do mar. O fato é que, até a primeira boia, o sofrimento para encaixar a respiração foi enorme.

Natação terminada, ânimo renovado para o ciclismo. Fiz uma boa transição, e tratei de por força no pedal. Afinal, durante o segundo semestre do ano passado, a única das modalidades que treinei 100% foi o ciclismo. Entrei na Av. Leste Oeste sem ver nenhum pelotão para ajudar no pedal. Mas fui em frente. Já na metade da etapa do ciclismo, um pelotão com alguns integrantes da Zonaalvo alcançou-me. Eram, salvo engano, Eugênio, Marcelo Freire, Pedro Guimarães, e alguns garotos do Núcleo. Foi quando consegui ir mais rápido em função da ajuda do pelote. O revezamento foi essencial.

Ciclismo concluído, hora da corrida. Esta, que outrora fora "a minha praia", seria uma incógnita. Tratava-se de um sprint triathlon, e, definitivamente, não sou um atleta de explosão. Dou-me muito melhor no endurance. Só encaixo um bom ritmo com algum tempo. Assim, a primeira das duas voltas foi um suplício. Praticamente arrastando-me nas subidas da Av. Leste Oeste. Entretanto, ao abrir a segunda volta, novo ânimo nas pernas e o ritmo subiu bastante. Senti mais confiança e fui. Não sei o pace que corria, pois meu garmin deixou-me na mão há alguns dias, quebrando de vez.

O fato é que concluí a I Etapa do Campeonato Cearense de Sprint Triathlon feliz da vida. Foi o melhor que eu podia fazer para aquele dia, face as condições de treino em que me encontrava.

O melhor de tudo

Estava eu numa prova de triathlon após longos 8 meses e alguns dias. Desde o Ironman Brasil 2011 que não participava de uma prova de triathlon. Foi uma bênção. Obrigado, Meu Deus!!!!

Coisas que eu vi

Resolvi mencionar aqui algumas cenas que presenciei, ainda que à distância, na prova de sábado passado. São fatos que merecem destaque. Vamos pela ordem em que aconteceram:

1) O número de participantes e o clima de festa;

2) Na largada das mulheres, Rafael Leitão, responsável pela Zonaalvo, ajudando sua aluna Flávia Parente, ainda uma neófita no triathlon, a entrar naquele revolto mar, furando a arrebentação e encorajando sua aluna;

3)Após a largada das categorias de 50 a 64 anos, e das mulheres, a saída de Sammia da água foi emocionante. Ela largou após as categorias de 50 a 64 anos e ainda ultrapassou a todos, saindo do mar com uma distância impressionante para os demais. A praia, ainda lotada com o pessoal das outras categorias, foi tomada por frenética ovação. Nada forçado! A espontaneidade das palmas era notória, principalmente por serem muito merecidas. Foi de arrepiar! E ela saiu com postura/classe de campeã, como de fato o foi;

4) Thiago Mohana, um dos responsáveis pela Triativo Assessoria, com uma boia salva-vidas amarrada à cintura, pronto para entrar no mar e acompanhar os estreantes de sua equipe;

5) No ciclismo, ao ser alcançado pelo pelote que mencionei acima, ser incentivado e ajudado por Pedro Guimarães, a quem ora agradeço;

6) A impressionante imagem de Daniel Parente (Zonaalvo) sentado à beira da calçada, com inúmeros arranhões, desolado, após queda no ciclismo. Ao seu lado, um garoto do Núcleo, também vítima do mesmo acidente, aos prantos;

7) O gigante Ricardo Veras dando mais um show em impressionante performance, principalmente na corrida, onde parecia sequer tocar o chão;

8) Delano Belchior demonstrando evolução significativa;

9) Bruno Bazzan correndo com postura firme, rápido, demonstrando muita segurança nas passadas;

10) E, por fim, André Veras ultrapassar-me faltando menos de 10 metros para a chegada. AAAhhhhh covarde! kkkkkk....

Considerações finais

Soube, hoje, dois dias após a prova, que Daniel Parente não sofreu nada muito grave, não necessitando de intervenção cirúrgica em sua clavícula. Menos mal!!! Que sua recuperação seja rápida.

Obviamente, outros destaques ocorreram naquele dia. Entretanto, estes foram os que eu vi. E prefiro ficar somente nos positivos (apesar de ter mencionado o acidente no ciclismo). É... isto mesmo! Também houveram destaques negativos. Falta de esportividade, de companheirismo. Mas tais fatos lamentáveis não merecem ser replicados ou divulgados. Que se percam no esquecimento! Torço, ainda, para que estas atitudes também sejam abandonadas pelos seus praticantes, para que o sentimento que as provocam não continue corroendo as pobres almas sofredoras.

Que venha o Brasileiro de Longa Distância!!! Enquanto isso, vamos aos treinos.

Resultado do Sprint Triathlon disponível no site da FETRIECE: clique aqui!