Ironman Brasil 2011

Ironman Brasil 2011
Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pai. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de abril de 2012

Serviu sim, senhor!



Fenótipo dos entrevistados de meu pai


Meu pai foi funcionário do Banco do Brasil durante 30 anos. A maior parte deste tempo ele exerceu suas atividades como fiscal de empréstimos rurais. Ou seja, alguém tomava um empréstimo para realizar benfeitorias em sua propriedade rural, e o Banco do Brasil, posteriormente, fiscalizava para verificar se o tomador do empréstimo empregou realmente o dinheiro na finalidade especificada.

Na fase inicial do empréstimo, há sempre o famigerado cadastro do tomador. Assim, meu pai também atendeu diversos clientes, agricultores, realizando a entrevista para preencher o cadastro. Ai já viu, né? Gente do interior, agricultores, nas décadas de 70 e 80, com um déficit imenso de educação. Impossível não aparecer algumas pérolas.

Certa vez, fazendo a entrevista para preenchimento do cadastro, perguntou ao agricultor:

- O senhor é casado?

E o pobre homem respondeu:

- Sou sim, senhor!

Meu pai continuou, de acordo com o formulário de cadastro:

- Qual o regime do casamento? (referindo-se ao regime de comunhão ou separação, óbvio!)

O homem franziu a testa, remexeu-se na cadeira, mostrou-se incomodando, e perguntou:

- Precisa mesmo disso aí, doutor?

E meu pai:

- Precisa sim!

E ele respondeu:

- Umas duas por semana!

kkkkkkkkk.... Apesar da situação, meu pai contornou o problema.

Após o episódio, meu pai concluiu que deveria mudar a abordagem a esse tipo de cliente. E, ao atender um outro, e chegando à mesma fase da entrevista, perguntou:

- O senhor é casado?

Resposta:

- Sou sim, senhor!

Meu pai continua:

- Civil?

E o entrevistado, numa empolgação contagiante, num rompante de felicidade, respondeu:

- SERVIU SIM, SENHOR!

kkkkkkkkk...

Que situações, hein? Fruto da falta de cultura e educação de nosso país.

Mas contei estes episódios apenas para dizer que ontem, 16 de abril de 2012, foi meu aniversário de casamento civil. E diante de tal data, e do significado da mesma, sirvo-me das palavras do entrevistado de meu pai para dizer:

SERVIU SIM, SENHOR!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sofrimento



O sofrimento é condição inerente à existência humana. Não se passa por este plano terreno sem que se experimente o sofrimento. Inclusive, o ato de nascer já é mediante sofrimento.

E, ao que me parece, o sofrimento tem relação direta com o conhecimento. Quanto maior for o sofrimento experimentado nesta vida, tanto maior será o conhecimento adquirido. Ou seja, nada vem fácil. Tudo tem seu preço. E isto é aplicável em qualquer seara da vida, seja no amor, na profissão, nos estudos, no esporte, etc. Parece ser uma máxima que rege o universo.

Quanto mais acomodado você for, menos experiências terá; consequentemente, menos conhecimento adquirido.

Ai eu pergunto: tem mesmo que ser assim?

Meu pai, homem sempre repleto de frases com ensinamentos interessantíssimos, andou, de uns anos para cá, aproximando-se do espiritismo. E lembro bem dele falando:

- Filho, estamos num mundo de provas e expiações!

Quando diz isto, refere-se a uma teoria espírita, a qual afirma que a Terra é um local onde estaríamos para sermos provados ou para repararmos faltas à Lei Divina, ou, na maioria dos casos, para ambas as coisas.

Assim, podemos nos comparar a um cachorrinho sendo adestrado. Fez besteira, é repreendido. Sofreu e fez o certo, ganha um biscoitinho para que, daquele momento em diante, repita aquela ação por saber que sempre terá uma bonificação, ou pelo menos não será castigado. É um espécie de "faça o bem, e serás recompensado".

O nosso biscoitinho é o conhecimento!

Portanto, a busca ao conhecimento é infindável, pois ela implica em diminuição do sofrimento.

Diante destes pensamentos, concluo que aquelas pessoas que tem boa resistência ao sofrimento acabam por ser as pessoas que melhor se dão nesta vida. Não têm medo de sofrer, e assim aprendem mais, lucram mais, agregam mais.

Destarte, meu conselho é: SOFRA! E saiba que, depois da tempestade, vem a bonança.

Elano Ribeiro
(elucubrando)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Meu revezamento



Antes de iniciar o assunto central desta postagem, gostaria de pedir desculpas pelo meu breve afastamento do blog neste final de semana. Não! Não foi excesso de treinos. Muito ao invés. Não derramei uma gota sequer de suor. Uma forte gripe, manifestada durante a quinta-feira passada, impediu-me de treinar. Estava bastante ansioso pelos treinos do fim de semana, mormente pelo domingo, quando teria 21km para correr; mas o destino assim não quis. O que este me reservava?

Apesar do off forçado, o final de semana foi bastante intenso. Como? Doente, sem treinar, e o fim de semana ainda foi intenso? Explicarei. E é aqui que entra o revezamento mencionado no título da postagem.

Para quem não sabe, algumas provas de triathlon permitem o revezamento, ou seja, um grupo de três integrantes, no qual um nada, outro pedala, e outro corre. Pois bem! A vida acaba de completar a minha equipe de revezamento.

Leonardo, meu primogênito, nascido em 1998, já engrossa o pescoço e a voz. Está às portas da adolescência! Sara, nascida em 2003, até então chamada (por mim) carinhosamente de "a menorzinha", perderá tal condição. É isto mesmo. Serei pai pela terceira vez! Está formada minha equipe de revezamento. Resta saber quem nada, quem pedala e quem corre.

A grande notícia veio no sábado pela manhã, e encheu nossos corações de felicidade. Apesar de não ser nenhuma surpresa, visto que era algo pensado e planejado, não deixa de nos por em uma espécie de êxtase, onde ficamos um tanto filosóficos, introspectivos, tentando prever o futuro, e relembrado o passado. Assim, atônito, absorto em pensamentos sem início nem fim, passei o resto do sábado. O domingo foi dia de comemoração!

Hoje, passados os primeiros momentos de intensa emoção, paro, penso, e, de novo, não sei o que dizer! Acho que é isto mesmo! Uma situação destas não é para pensar ou falar sobre ela mesma. É, simplesmente, para sentir! E, quando muito, agradecer. Obrigado, Meu Deus, por mais esta bênção!!

Aproveito para agradecer a todos os que souberam da boa nova e expressaram suas felicitações, seja via Facebook, seja através de um telefonema.  Valeu, galera!

Em tempo: Há de ser dado o crédito pela ideia da metáfora utilizada nesta postagem: Dr. Rommel Reno. Valeu, Doc!