Ironman Brasil 2011

Ironman Brasil 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EU CORRI



E o final de semana passado foi de surpresas. Boas e ruins. Mas, com saldo positivo.

A semana passada já havia começado com uma planilha de treinos, no mínimo, instigadores. Teríamos, na terça e na quinta, ciclismo + corrida. E, no sábado, um treino que me deixa alucinado: corrida + ciclismo + corrida. Não obstante a planilha "de babar", eu ainda não poderia correr em função da famigerada lesão no pé direito (edema ósseo no tálus e tenossinovite dos fibulares). Conformado, ansiava pelos treinos de ciclismo. E assim a semana transcorreu.

Chegado o final de semana, a noite de sexta foi um martírio. Minha garganta ficou tão irritada que parecia haver dois gatos pedurados pelas unhas em cada amigdala. Não bastasse a absurda irritação, o nariz teimava em congestionar forçando a respiração pela boca. Tal fato só piorava a condição da garganta. Estava anunciada uma gripe. E assim a noite demorou séculos para passar.

O alarme tocou. Sentei. Vou ou não vou? Eis a questão! Não era uma decisão simples, tendo em vista que eu havia sentido uma melhor substancial no pé lesionado. Naquele dia, sábado, arriscaria correr bem leve antes de pedalar. Assim, faria o teste para ver como o pé estava e, ainda, sentiria o gostinho do maravilhoso treino de duatlo.

Mas o mal-estar era gigante, e sucumbi à razão. Não era razoável treinar naquelas condições. Peguei meu celular, olhei o twitter, e vi que os triatletas cearenses já estavam ensandecidos no período pré-treino de sábado (eita cambada de viciado!!!). Avisei aos companheiros de equipe que não iria. E deitei. E dormi.

Tudo indicava que seria mais um sábado, de longos dois meses, sem correr.

E os ventos mudaram. E poucas horas passaram. E eu acordei. E aquele anjo ao meu lado, iluminado por alguma força extraordinária, perguntou porque eu não havia saído para treinar. Expliquei. E recebi, imediatamente, um convite:

- Vamos correr comigo! Vamos! Bem leve. Não vai fazer mal.

E eu respondi:

- Sabe de uma coisa? Vou sim!

Nos arrumamos e fomos correr no Parque do Cocó, próximo à minha casa. A tensão era constante. Como a lesão no pé reagiria? Será que ela ainda estava lá? Será que aquele sábado, que iniciara de forma tão melancólica, continuaria a maltratar-me a alma? Mas encarei.

Minha mulher puxava conversa. Entreter-me parecia sua estratégia. Tirar minha ansiedade era o objetivo. Entrei na onda. Conversamos sobre muitas coisas. E a corrida seguia suave, com pace aproximado de 6:30min/km. Chegando, ao máximo, aos 6:00min/km.

Chegamos aos 3km percorridos, e ela disse que era a hora de voltar. Ótimo. Correríamos 6km. Mais que isso seria exagero para quem estava voltando a correr. E até ali, nada de dor. Vários movimentos foram feitos. Arrisquei alguns que costumavam incomodar mais. Nada de dor.

A volta parecia mais lenta. Sensação desmentida pelo GPS do relógio. O fim aproximava-se, e nada de sentir dor. Que bom. Seria possível?

Terminada a corrida, lembrei-me que a garganta arranhava e o nariz estava completamente congestionado. Mas eu só percebi ao final. Comentei com minha mulher que não havia sentido nada, e que restava esperar pelo resto do dia para saber como o pé reagiria no pós-treino. A dor viria? Inchaço? Suspense para um dia inteiro.

Tirante a apreensão pelo resultado final daquela corridinha, meu dia estava salvo. Eu estava salvo. A gripe veio e se instalou de vez. Coriza. Rouquidão. Etc. WHO CARES??? Eu corri, CARACA!!! E o dia passou, e o pé não doeu. F...-se a gripe!!! Eu corri.

E agora, estou na pilha! Ansioso pelo próximo treino. Ainda temeroso. E tentando segurar a onda para não extrapolar. Calma é a palavra de ordem.

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